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Cidade do Lubango instala fábrica de ladrilhos

ANDRÉ AMARO | Lubango

Uma fábrica de transformação de rochas ornamentais em ladrilhos, com capacidade para produzir 700 metros quadrados por dia, começa a funcionar na cidade do Lubango, a partir do mês de Agosto deste ano.

A unidade fabril foi visitada pelo secretário de Estado para a Geologia e Minas que se manifestou satisfeito com a iniciativa privada
Fotografia: ARIMATEIA BAPSTISTA|Lubango

 

Uma fábrica de transformação de rochas ornamentais em ladrilhos, com capacidade para produzir 700 metros quadrados por dia, começa a funcionar na cidade do Lubango, a partir do mês de Agosto deste ano.
Orçado em 30 milhões de dólares, o projecto denominado Grani-Sul é uma iniciativa do grupo empresarial Socolil e inclui ainda a criação de quatro pedreiras para garantir a matéria-prima.
Localizada no quilómetro 14, comuna da Arimba, a unidade fabril foi visitada terça-feira pelo secretário de Estado para a Geologia e Minas, Mankenda Ambroise, que se manifestou satisfeito com a iniciativa privada.
O director da Grani-Sul, Gonçalo Torres, esclareceu que, em termos de execução física, a fábrica está na ordem de 90 por cento, faltando alguns pormenores técnicos e testagem dos equipamentos.
Gonçalo Torres adiantou que está previsto o início da produção no mês de Agosto, com a entrada em funcionamento da linha de produção de ladrilhos e chapas, com capacidades de 700 e 500 metros quadrados dia, respectivamente.
O director da Grani-Sul referiu que, numa primeira fase, o estabelecimento vai produzir ladrilho negro e rosa, com 30/30, 40/40, 50/50 e 60/60 centímetros de tamanho. As chapas terão dois metros com as cores negro, rosa, cinza e azul da noite.
Para além das pedreiras instaladas, uma na comuna da Huíla, duas no Chicuatite, município dos Gambos, e outra em vias de criação, na província do Namibe, a Grani-Sul pretende absorver parte da produção de outras minas, disse.
Segundo Gonçalo Torres, numa primeira fase, o produto será vendido na fábrica para as empreiteiras nacionais e, mais tarde, vão abrir entrepostos de venda nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Namibe.
A criação desta unidade fabril permitiu a criação de centenas de postos de trabalho, dos quais 50 directos, para jovens com formação profissional e académica nos vários níveis. Para o secretário de Estado para a Geologia e Minas, o surgimento de mais indústrias transformadoras de recursos minerais é uma mais valia para o sector, pois permite absorver a produção nacional. Mankenda Ambroise sublinhou que esta fábrica é a segunda no país e na região Sul e terá um grande impacto a nível da transformação local de recursos explorados, bem como para as empresas de construção civil.

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