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Circulação automóvel mais fluida no Lubango

Arão Martins | Lubango

O tráfego rodoviário na cidade do Lubango, na província da Huíla, vai ser dinamizado dentro de um ano, com a criação de uma nova cintura de distribuição externa uniforme, que está a ser implementada pelo Ministério da Construção, através da Direcção Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias.

A circular rodoviária do Lubango, que está a ser criada pela empresa de Construção Civil e Engenharia Imosul, começou a ser construída em Outubro do ano passado e termina em Dezembro de 2016.
O director do projecto da Circular Rodoviária do Lubango, Paulo Esteves, explicou que a empreitada vai ter 68 quilómetros, e na primeira fase estão a ser construídos 26 quilómetros.
O traçado vai compreender ainda a colocação de sete pontes sobre os rios e seus afluentes da Nampanda, Caculuvar, Mupanda, bem como passagens superior e inferior sobre a linha do Caminho de Ferro de Moçâmedes, mas que não constam no contrato, nesta fase. Paulo Esteves esclareceu que a empreitada consiste na concepção e construção da rodovia, no sentido de diminuir as situações de congestionamento no interior da cidade e encurtar o tempo de viagem entre os diversos pontos do Lubango, evitando o tráfego rodoviário pesado na urbe.
O perfil longitudinal foi projectado de forma a contemplar a suavidade da rasante, implicando um maior volume de movimentação de terras. A nova estrada rodoviária tem um perfil de 22 metros de largura, constituído por duas vias em cada sentido de 3,5 metros mais bermas, chegando a um perfil transversal de 40 metros nas zonas de inversão do sentido de marcha. Para o sucesso dos trabalhos, a primeira fase está orçada em mais de quatro mil milhões de kwanzas.
A estrada tem um perfil de auto-estrada e evita os cruzamentos, estando previstas zonas de inversão de marcha, rotundas em locais estratégicos, por imperativo do trânsito ou da população. Paulo Esteves salientou que, neste momento, o nível de execução da obra é de 23 por cento.

Centenas de empregos

Na realização da empreitada, disse estarem directamente envolvidos 150 jovens nas mais diversas áreas. Os operários têm disponível cerca de 80 equipamentos, entre escavadoras, tractores de rastos, moto niveladoras, camiões basculantes e cisternas, tractores agrícolas e cilindros.
Para o sucesso dos trabalhos, foi instalada uma pedreira, na localidade de Mateta, sector do Toco, com capacidade de produzir mil metros cúbicos de brita, por dia.
Neste momento, estão a ser aplicados cinco centímetros de camada de desgaste, acima da camada granulada, já aplicada na fase de impregnação. Em simultâneo, decorrem actividades de impregnação do pavimento, movimentações de terra, em áreas de escavações com área de sete metros de altura e aterros de nove metros, em função das curvas e níveis de terrenos encontrados.

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