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Cólera causa mortes na Huíla

Arão Martins|lubango

Desde Fevereiro, altura em que se verificou o primeiro caso do ano na Huíla, a cólera já causou a morte de 52 pessoas, 31 das quais em hospitais e 21 em domicílios, num universo de 1.453 casos diagnosticados na província.

Panorâmica do Lubango onde a população é aconselhada a evitar a propagação da doença
Fotografia: Jornal de Angola

Os dados foram apresentados pelo governador provincial, João Marcelino Tyipinge, no balanço do ano findo, num encontro em que participaram membros do Governo e de representantes da sociedade civil. O governador garantiu que o Governo da Huíla accionou medidas de contenção, que estão a surtir efeitos positivos. Uma atenção especial foi dada ao sector da Saúde e nota-se, por isso, uma nova dinâmica, que gradualmente vai superando os problemas que o sector enfrenta, segundo o governador.
“Não basta construir e melhorar a qualidade das infra-estruturas hospitalares. É necessário que os profissionais de saúde revelem qualidades de humanismo no atendimento aos pacientes”, sustentou o governador da Huíla.
O Governo Provincial da Huíla, acrescentou, está a mobilizar jovens médicos angolanos, que estão a concluir formação em universidades nacionais, para que possam dar o seu contributo na Huíla, província que conta com hospitais em todos os municípios, mas os quadros são insuficientes.

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