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Combate à exploração ilegal de inertes

Arão Martins | Lubango

Uma brigada destinada ao combate à exploração de inertes em situação ilegal foi criada pelo Governo Provincial da Huíla, através da direcção local da Indústria, Geologia e Minas.

A brigada de luta contra a exploração ilegal de inertes vai proteger áreas reservadas à construção de equipamentos de impacto social
Fotografia: Arão Martins | Lubango

Criada através do despacho número 328/2013, do governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, a brigada integra ainda os sectores do Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Fazem ainda parte da brigada criada na Huíla, a Polícia de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas, Comando Provincial da Polícia Nacional e Forças Armadas Angolanas. A directora provincial da Indústria, Geologia e Minas da Huíla, Paula Joaquim, explicou que a criação da brigada técnica visa estancar o impacto ambiental negativo que tem sido causado pela exploração de inertes de forma ilegal na província. Paula Joaquim informou que existem na província da Huíla zonas autorizadas para explorar inertes, pedra e areia. Mesmo assim, tais zonas têm sido invadidas. Por falta de viaturas, a fiscalização desta actividade encontra muitos obstáculos. Existem locais que, embora sinalizados, continuam a ser utilizados, numa clara violação das normas estabelecidas pelas autoridades. A brigada de Inspecção e Fiscalização de inertes na província da Huíla, esclareceu Paula Joaquim, foi criada em Março por causa da estratégia que visa o cumprimento da lei. A brigada também fiscaliza as regras de defesa e protecção do Ambiente, a segurança pública das vias, o respeito pelas regras de segurança, higiene e saúde no trabalho. A exploração ilegal, disse Paula Joaquim, tem um impacto negativo no Ambiente pois por causa deste fenómeno, surgem ravinas em zonas nobres. A Direcção Provincial da Indústria, Geologia e Minas proíbe a exploração de inertes em áreas destinadas à construção de moradias, fábricas e outros empreendimentos. Paula Joaquim indicou como exemplo a área do Cristo Rei, tida como proibida à exploração de inertes.

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