Províncias

Combate à malária diminui número de óbitos

Arão Martins | Matala

O supervisor provincial do Programa de Controlo da Malária, António Chimbili, anunciou segunda-feira no município da Matala que 487 pessoas morreram de Janeiro a Setembro deste ano, na província da Huíla, vítimas da doença.

Apesar das melhorias registadas nas unidades hospitalares da província da Huíla ainda há muitas mortes devido à doença
Fotografia: Arão Martins | Huíla

António Chimbili dissertava sobre o tema “A situação da malária na província da Huíla”, durante o II conselho consultivo ordinário da Direcção da Saúde, e disse que o número de mortes é resultado de 7.878 casos graves registados nas unidades hospitalares.
Em relação a igual período do ano passado, o supervisor provincial informou que houve uma diminuição de 125 casos de morte por malária.
A província da Huíla realizou este ano 1.496.996 consultas, das quais 136.354 foram de casos de malária.
Os casos foram registados nos municípios de Caconda, Cacula, Caluquembe, Chibia, Chicomba, Chipindo, Cuvango, Gambos, Humpata, Jamba, Lubango, Matala, Quilengues e Quipungo.
O programa de cobertura é implementado em toda a província da Huíla, numa parceria com o Fórum Provincial de Jornalistas contra a Malária e Grandes Endemias, Forças Armadas Angolanas (FAA), Polícia Nacional, Sonangol, Cooperação Cubana, OMS, UNICEF e as Organizações Não Governamentais Prazedor e Ajoma. A província regista um aumento do número de unidades sanitárias e dos profissionais de saúde em todos os municípios, assim como cresceram as estatísticas relacionadas com as acções de capacitação dos profissionais, através dos núcleos de formação permanente, o que contribui para a diminuição de óbitos. As mortes baixaram ainda devido à aplicação da Política Nacional de Tratamento, baseada no diagnóstico confirmado, advocacia junto das autoridades tradicionais, religiosas e nas escolas, assim como o programa de informação, educação e comunicação (IEC) para a mobilização social.

Balanço de actividades

No âmbito de outras estratégias, António Chimbili disse que foram ainda elaborados planos mensais de actividades e de informação para as Direcções Municipais de Saúde sobre as actividades que foram desenvolvidas naquelas parcelas da província.
O material  necessário para as actividades foi preparado, reproduziram-se guiões de supervisão, assim como manuais para os técnicos que foram seleccionados para as formações.
Outras actividades referem-se a supervisões das campanhas de distribuição de mosquiteiros, com apoio da UNICEf, e sobre o estudo epidemiológico, assim como a mobilização dos médicos e técnicos seleccionados para as formações sobre actualização do novo protocolo do tratamento da malária.

Tempo

Multimédia