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Comuna do Toco forma 70 automobilistas

Estanislau Costa| Lubango

Setenta automobilistas residentes na comuna do Toco, localizada a 40 quilómetros da cidade do Lubango, receberam domingo cartas de condução da SADC, depois de alguns meses de formação.

Fotografia: DR

Os novos condutores frequentaram as aulas na Escola Gigante do Mundo, constituída por um grupo de empreendedores, que funciona na Paróquia da Mamá Muxima do Toco,  patrocinadora desta formação.
Daniel Chiwale, 28 anos, satisfeito com a habilitação para conduzir, disse que a sua vida “já não será a mesma” por ter agora uma profissão que lhe facilita encontrar emprego, “tanto na Huíla, como  na vizinha da Namíbia”.
O jovem, que se dedicava à criação do gado da família, disse que está agora mais animado por conduzir a mota e a carrinha que tem à disposição “com mais segurança”, por dominar o Código de Estrada. “Já tive muitos problemas por conduzir sem carta”.
Severino Caputo, 45 anos, disse que esta formação deve continuar para beneficiar mais gente na comunidade, pois os jovens, ao invés de cuidarem só do gado, vão poder fazer também outros serviços.
O pároco da Mamá Muxima do Toco, Américo Costa, explicou que a iniciativa de incentivar os jovens a criar uma escola de condução visa combater os acidentes constantes na comuna, particularmente na Estrada Nacional 280. “Registamos muitos acidentes com consequências graves, fruto da condução desorientada dos automobilistas, pelo que tivemos a ideia de criar uma escola de condução na localidade”, explicou.
Américo Costa anunciou que o próximo desafio, já negociado com a Direcção de Viação e Trânsito da Huíla, consiste na legalização de todos os veículos que circulam na via pública da região, para abrir portas a outros benefícios, entre os quais o seguro automóvel .
O pároco disse que o centro de formação profissional, da instituição que dirige, com quatro pavilhões, existentes há cinco anos, já formou jovens nas especialidades de costura, culinária, pastelaria, carpintaria, canalização, electricidade e construção civil.
“Transformámos o modo de vida de vários jovens que se dedicavam a assaltos em currais, campos de cultivo, incluindo na via pública”, disse, solicitando “mais apoios de modo a apetrechar melhor o centro de formação profissional".

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