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Comuna do Sahando tem novas infra-estruturas

Estanislau Costa | Lubango

Habitantes de várias comunas da província da Huíla deixaram de ir à procura de melhores serviços na cidade do Lubango ou noutras paragens do país, como resultado das várias infra-estruturas de impacto social que estão a ser erguidas, no âmbito do programa do Executivo de combate à fome e à pobreza.

Soba Calupele está satisfeito com as obras
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

Habitantes de várias comunas da província da Huíla deixaram de ir à procura de melhores serviços na cidade do Lubango ou noutras paragens do país, como resultado das várias infra-estruturas de impacto social que estão a ser erguidas, no âmbito do programa do Executivo de combate à fome e à pobreza.
A comuna do Sahando, a 35 quilómetros de Caconda, é um exemplo disso. Recebeu várias infra-estruturas de impacto social, como escolas e postos de saúde.
O ancião Armando Nguelengue, residente há mais de 76 anos na localidade, disse que “Sahando mudou muito com as obras do governo”, lembrando os tempos difíceis por que passou durante a guerra, refugiando-se, por duas vezes, num campo de deslocados e sobrevivendo de ajudas humanitárias.
A comuna, afirmou, está a desenvolver-se e a crescer, sobretudo desde o ano passado, através do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza, executado pela administração municipal de Caconda. “Agora os doentes já são assistidos no posto de saúde inaugurado em Dezembro.”
Para trás ficam dias difíceis para os mais de 8.780 habitantes do Sahando, assolados por doenças como a malária, diarreias agudas, febre tifóide, biliosa, intoxicações e outras doenças.
O novo posto médico está apetrechado com equipamento moderno e é abastecido regularmente em medicamentos. Possui, entre outros compartimentos, um consultório, farmácia, salas de pré-parto, parto e pós-parto, de vacinação e uma área de aconselhamento sobre aleitamento materno e prevenção de doenças. Para acomodar os técnicos de saúde, o projecto de construção do posto contemplou uma residência do tipo T2, num investimento de mais de seis milhões de kwanzas.
O chefe da repartição municipal de Saúde de Caconda, Albano Chipumo, informou que as melhorias no posto do Sahando permitem agora o atendimento de mais de duas mil pessoas por mês.
O programa dos serviços municipalizados de saúde, no quadro do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, que cabimenta recursos financeiros aos hospitais, deu maior dinâmica ao abastecimento pontual de medicamentos e atendimento aos pacientes sem recursos.
Albano Chipumo disse que as unidades sanitárias do município recebem com regularidade antipalúdicos, antibióticos, reagentes para o laboratório, soros e outros fármacos para atender os pacientes.
Todos os serviços prestados, afirmou, são assegurados por um médico de clínica geral, 27 enfermeiros, vigilantes e catalogadoras.

Escola moderna

No meio da imensidão de casas de adobe, pau-a-pique e cobertas com chapas de zinco e outras com capim, surgiu uma escola moderna com seis salas.
A escola, apetrechada com carteiras, material de escritório e meios de auxílio à actividade dos professores, custou ao Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza 30 milhões de kwanzas.
Os professores são provenientes de outros pontos da província da Huíla e estão acomodados numa casa do tipo T3, devidamente equipada. O soba da povoação do Sahando, Manuel Calufele, é apologista das campanhas de sensibilização e mobilização de crianças, pais e encarregados para a conservação e preservação do património público e privado.
“Nunca tivemos uma escola como esta e, por isso, vamos incentivar as pessoas a cuidarem bem daquilo que o governo construiu para a população”, disse.
Calufele afirmou que os principais problemas que afligiam a população estão ultrapassados.
O posto de saúde, desde que começou a funcionar, está a salvar muita gente, principalmente crianças e mulheres grávidas. “As mulheres já fazem consultas durante a gravidez.”
O soba acrescentou que a escola reduziu o número de crianças fora do sistema de ensino e aprendizagem assim como encurtou as distâncias. “Não queremos ver crianças ou jovens que não sabem ler nem escrever, porque temos a escola aqui perto com condições de funcionar até à noite”, palavras do soba do Sahando.

Material escolar

Os alunos do ensino primário e secundário da comuna da Uaba, também em Caconda, receberam mil kits compostos por diverso material, ao abrigo do programa do governo da Huíla que visa minimizar a carência de meios didácticos no meio rural.
O chefe da secção municipal da Educação de Caconda, Moisés Nunes, acha que a entrega gratuita de material escolar às crianças de vários estabelecimentos de ensino veio facilitar a aprendizagem.
A comuna da Uaba matriculou este ano mais de 5.900 alunos, dos quais mil ingressaram pela primeira vez, com o aumento de salas nas povoações do Cue e Catchissapa. A localidade possui 136 professores distribuídos em cinco localidades. A comuna de Calepi inseriu 10.568 alunos no ensino primário e no I e II ciclos, facto possível com a construção de mais quatro escolas, de seis salas cada.
O município de Caconda foi contemplado, durante o exercício do Programa de 2011, com várias infra-estruturas de impacto socioeconómico,como  três escolas com seis salas cada e três casas para os professores e enfermeiros.
Outras infra-estruturas construídas são dois postos de saúde, um sistema de captação e distribuição de água potável e balneários públicos. Os empreendimentos, que estão a ajudar a melhorar o nível de vida da população, foram inaugurados pelo governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos.

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