Províncias

Condições do Parque do Bicuar incentivam o regresso de animais

Arão Martins | Lubango

A acalmia que se vive no interior do Parque Nacional do Bicuar, na província da Huíla, tem permitido o regresso de muitos animais e sua multiplicação nas diferentes espécies, revelou o administrador do cercado.

Equipa de investigação científica para o ambiente e biodiversidade realizou um trabalho que permitiu a descoberta de várias espécies
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

José Maria Kandungo disse ao Jornal de Angola que o Executivo realizou um conjunto de obras no parque, o que permitiu a recuperação da base central. Acrescentou que também foram reabilitados e construídos novos poços de águas equipados com sistemas solares, possibilitando a retenção de animais no interior do cercado.
Do quadro das acções de melhoramento do parque, está previsto a abertura de mais seis furos de água. O objectivo é aumentar a quantidade de água no interior da cerca, para evitar a invasão de elefantes, que têm destruído as lavouras de populares.  José Maria Kandungo lembrou que em 2004, o Parque Nacional do Bicuar, com uma 7.900 quilómetros quadrados, recebeu uma equipa de investigação científica para o ambiente e biodiversidade da província da Huíla, que realizaram um trabalho que originou na descoberta várias espécies, tendo sido encontrado animais como chita, leopardo-caçador, elefantes e a palanca vermelha.
Animais como zebra, o olongo, o oribi, bambis e uma diversidade de aves foram igualmente descobertos, em abundância, no interior do parque.  Na província, esclareceu José Maria Kandungo, há várias equipas científicas a trabalharem na vertente da fauna e na flora, o que, segundo ele, torna ainda difícil revelar o número das matrizes já descoberta.
“As equipas científicas envolvidas no processo de descoberta a seu tempo irão divulgar os resultados das matrizes disponíveis”.José Maria Kandungo esclareceu que vários pesquisadores angolanos, zambianos, namibianos, sul-africanos e até americanos continuam a desenvolver, em conjunto com o Governo de Angola, através do Ministério do Ambiente, um trabalho de investigação e descoberta das matrizes anteriores, novas e as actuais. O trabalho visa também determinar se as matrizes estão saudáveis ou estáveis.  José Maria Kandungo considera estável a segurança no parque, referindo que, desde 2014,foram recolhidas mais de 480 armas de diferentes calibres dos populares que efectuavam a caça ilegal. Trata-se de um processo contínuo que, em 2016, o número de armas retiradas reduziu para 16.A ideia é acabar com a caça furtiva, para preservar a fauna e a flora, que é uma das tarefas primordial no interior do parque. O cerco é assegurado por 75 fiscais.
 
Bicuar aberto ao investimento
 
Novas zonas turísticas vão ser criadas no Parque Nacional do Bicuar, na província da Huíla, anunciou José Maria Kandungo, que diz ter já sido identificados os locais para a construção de centros turísticos.
O Parque Nacional do Bicuar conta com quatro a cinco centros turísticos já identificados, mas apenas oito estão disponíveis. Muito recentemente foi aberta o  processos de candidatura das pessoas interessadas a investirem.
 Para este processo, disse José Maria Kandungo, as candidatura devem ser remetidos  ao Ministério do Ambiente ou ao Governo Provincial da Huíla, duas entidades habilitadas para apreciar e avaliar as propostas a serem apresentadas pelos investidores.
 “Temos que encontrar mecanismo para obter alguma receita. Em todos países do mundo  que possuem parques nacionais e muitos frequentado por turística, têm uma participação forte no processo de diversificar da economia.”
 José Maria Kandungo explicou que o turismo constitui uma fonte de receita para o Orçamento Geral do Estado.
Portanto, acrescentou que é nesta perspectiva que se está a trabalhar  para potenciar  este sector.

Tempo

Multimédia