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Consequências da estiagem são abordadas em seminário

André Amaro| Lubango

Um fórum destinado a encontrar soluções para o problema da falta de água, causada pela estiagem nos municípios da província da Huíla, realiza-se no próximo dia 12 deste mês, em Quilengues, na Huíla.


O fórum decorre sob o lema “Água é vida” e conta com a participação de especialistas dos sectores da Energia e Água e da Agricultura, consultores da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), governantes e académicos. Os participantes vão abordar temas como “A caracterização geográfica e agrícola de Quilengues”, “Segurança alimentar” e “A escassez de água e seu impacto em termos de Saúde Pública”.
O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, disse que tem havido esforços para a resolução dos problemas causados pela estiagem, garantindo alimentos, vestuário e assistência médica e medicamentosa às populações.
Disse que se pretende com o encontro conceber projectos estruturados, com acções bem definidas, para um melhor aproveitamento da água das chuvas e do subsolo.
Armando Vieira sublinhou que as autoridades querem ouvir dos especialistas as estratégias que devem ser tomadas para se fazer agricultura nas baixas, utilizar as sementes de curta duração e outras técnicas, com vista a garantir a segurança alimentar das populações. Frisou que as recomendações que saírem desse encontro são levadas às estruturas competentes, no sentido de se disponibilizar recursos do Orçamento Geral do Estado para a concessão de projectos que controlem a situação.
No fórum vai ser apresentado um estudo com orçamentos, áreas de acção, projectos e actividades bem definidas por uma empresa nacional, nas localidades afectadas pela estiagem na província daHuíla.
Os administradores municipais de Gambos, Chibia, Humpata, Quipungo, Matala, as áreas mais afectadas pela seca na Huíla, e responsáveis das províncias do Namibe e Cunene estão também convidados para o encontro, assim como membros de Organizações Não-Governamentais, empresas petrolíferas, Faculdade de Ciências Agrárias do Huambo, Instituto de Veterinária e Agronomia e os directores da Energia e Água e da Agricultura das três províncias.

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