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Construção de casas sociais desenvolve zona da Eywa

Estanislau Costa | Lubango

A construção de um número considerável de casas do tipo T2 eT3, na reserva fundiária da Eywa, com 3.724 hectares, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla, regista avanços significativos.

Empreiteiro Rui Kapose
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A construção de um número considerável de casas do tipo T2 eT3, na reserva fundiária da Eywa, com 3.724 hectares, nos arredores da cidade do Lubango, província da Huíla, regista avanços significativos.
As construtoras investiram na qualificação dos recursos humanos, equipamento moderno, intercâmbio de experiências, aquisição de espaços para implantação de estaleiros ou unidades produtoras, com vista a participar activamente no processo de construção de habitações.
O empenho dos empresários locais, de outros pontos do país e do exterior fez surgir a médio prazo, no Lubango, indústrias de produção de casas pré-fabricadas e material de construção civil diverso, que dão suporte ao “Programa Nacional Habitacional”, criado pelo Executivo.
A fábrica Cassaforma, que investiu mais de oito milhões de euros (cerca de 11 milhões de dólares) na aquisição de meios e equipamentos para montagem de duas unidades produtoras, e a empresa Consterra são alguns dos projectos realizados com sucesso na praça huilana.
A construtora local Consterra, através da parceria público-privada, procede à construção de 200 casas sociais, para cobrir as necessidades habitacionais da população da cidade do Lubango. As obras, iniciadas em Fevereiro, decorrem a bom ritmo e a conclusão está prevista para o final deste ano.
O administrador da Consterra, Rui Kapose, explicou ao Jornal de Angola que o projecto completo ocupa uma área de 50 hectares, enquanto a obra física de cada casa está implantada num espaço de 140 metros quadrados, dos 1.000 metros quadrados correspondentes a uma família.
Os 120 técnicos enquadrados no projecto, a maioria jovens com formação técnico-profissional na área de construção civil, auxiliados com equipamento diverso, procedem neste momento à construção das bases para suportar as paredes pré-fabricadas das moradias.
Rui Kapose afirmou que a Consterra aliou-se aos esforços do governo provincial da Huíla para tornar realidade os fogos habitacionais, em resposta ao Programa Nacional de Habitação. “Quando as obras ficarem concluídas, as casas vão estar à disposição das famílias interessadas”.
A construtora vai, na localidade da Eywa e Caculuvali, urbanizar 8.575 hectares de terreno agrícola ou rústico, onde já foram concessionados 2.000 hectares. O projecto compreende as fases de desmatamento, terraplenagem, arruamentos e loteamento e a de construção das infra-estruturas.
Consta ainda a fase de venda dos lotes e da edificação de condomínios, vilas residenciais, edifícios, infra-estruturas industriais, hoteleiras, comerciais, zonas de serviço e de utilidade pública. “Pretendemos colocar à disposição da população todos os serviços necessários à convivência social”, disse Rui Kapose.
O administrador da Consterra afirmou que a acção público-privada em curso na nova centralidade da Eywa, vai fazer com que haja uma zona com urbanização moderna, proporcionar melhor comodidade e qualidade de vida aos munícipes do Lubango.
 As novas zonas urbanísticas da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, estão a desenvolver-se, de acordo com o programa do governo local, a partir das localidades da Eywa, Tchimukua, Tchavola, Kwua, Mutundo, Caculuvali, Arimba e Tchanja.

Nova cidade ganha forma 

Na zona da Eywa, em particular, novas infra-estruturas públicas e privadas são erguidas, onde as obras estão a um ritmo acelerado. Além da fábrica de casas pré-fabricadas e construção das primeiras moradias da empresa Cassaforma, imóveis de impacto socioeconómico surgem dia-a-dia.
O novo hospital pediátrico do Lubango, enquadrado no programa de expansão dos serviços sanitários, é um dos empreendimentos em construção, desde Fevereiro. As obras do hospital, projectadas numa área de dez hectares, estão a cargo da construtora local Omatapalo.
A unidade hospitalar é composta por três pavilhões, onde vão funcionar os serviços de consultas externas, cirurgia, cuidados intensivos, áreas administrativas, nutrição especial, laboratórios, serviços de emergência, pneumologia e infecto-contagiosa.
As obras, que inseriram 30 jovens no mercado de trabalho, dividem-se em duas fases: construção da infra-estrutura e montagem de equipamentos. Outros serviços estão assegurados, como o parque de estacionamento para várias viaturas. A construtora prevê a sua conclusão em Setembro do corrente ano.
O novo mosaico infra-estrutural da Eywa é também reforçado com a projecção da construção do futuro Pólo Universitário do Lubango, para albergar várias faculdades e consequentemente aumentar o número de vagas no ensino superior, para os candidatos da Huíla, Namibe e Cunene.
O futuro Campus Universitário do Lubango, no dizer do governador da província da Huíla, Isaac dos Anjos, vai ser implantado num espaço de 300 hectares e terá capacidade para absorver 20 mil estudantes.
A construção de um número considerável de casas familiares, o arruamento, delimitação de lotes de terreno para fazer face aos projectos de moradias e infra-estruturas públicas e privadas, tais como centros de hotelaria e turismo e outros imóveis dão a Eywa a configuração de uma nova cidade.
 
Positiva requalificação
    
A requalificação e desenvolvimento das novas zonas urbanísticas da cidade do Lubango regista progressos significativos, reconheceu o secretário de Estado do Urbanismo e Habitação, Joaquim Silvestre, durante a visita efectuada às áreas urbanísticas.
“Observamos uma grande extensão com arruamentos pré-definidos, o governo da província entregou terrenos para a autoconstrução e há lotes de terra com sistemas de captação de água”, disse Joaquim Silvestre, para acrescentar que a acção é reforçada com a construção de casas pela imobiliária Sonip.
O secretário de Estado do Urbanismo e Habitação afirmou que vão surgir, a curto prazo, novos empreendimentos habitacionais nas áreas definidas, incluindo as obras enquadradas no processo de autoconstrução dirigida, onde o governo provincial coloca material diverso à disposição da população.

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