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Construção de estrada muda rota de veículos pesados

Estanislau Costa | Lubango

Os camionistas que transitam com regularidade no troço Ondjiva-Lubango-Namibe e vice-versa vão ter o seu trabalho facilitado com a construção da estrada Km 16-comuna da Palanca, que descongestiona o trânsito de veículos pesados no centro da cidade do Lubango.

Os camionistas aguardam pelo início das obras de construção do troço que parte da Estátua da Santa e passa pelos Barracões
Fotografia: Estanislau Costa|Lubango

Miguel Fernando, ao volante de uma Scania, transportando 60 toneladas de farinha de trigo, de Santa Clara (zona fronteiriça do sul de Angola com a Namíbia) para a província do Namibe, descreve os constantes constrangimentos em percorrer as avenidas da cidade do Lubango com camiões carregados até atingir a via que dá para a província do Namibe.
As manobras são muito apertadas e perigosas para os camiões de duas plataformas com contentores no centro da cidade. A situação agrava-se nas avenidas dos Laureanos, Arco Íris e Pequena Leba, devido ao aumento do tráfego.
João António reconhece o esforço do Governo Provincial na reabilitação dos passeios que estão a mudar a imagem da cidade, mas lamenta o facto de muitas vezes ter de “pôr os pneus por cima dos passeios para poder manobrar e tomar o seu rumo para a província do Namibe.
 “A solução foi de facto encontrada com a construção do troço Km 16-comuna da Palanca, por criar condições para o trânsito cómodo dos veículos de grande porte provenientes de Santa Clara ou da Namíbia e África do Sul”, afirmou. João António realçou que os camionistas a­guardam também o arranque das obras de construção do novo troço com quatro quilómetros de extensão que parte da Estátua da Santa, passa pelos Barracões e atinge a Escola de Sargentos em direcção às províncias do Kuando-Kubango, Huambo e Benguela. Com os dois troços construídos, a cidade do Lubango deixa de ter os constrangimentos no trânsito, provocados pelos camiões de longo curso. “O asfalto das avenidas da urbe vai durar mais tempo e resolve-se o problema dos acidentes entre camiões e veículos ligeiros.” A cidade vai respirar de alívio quanto à circulação e o transporte de mercadorias em veículos de grande porte do Lubango ao Namibe e vice-versa é feito com comodidade. O camionista sugere a instalação de armazéns fora da zona urbana para evitar que os camiões circulem ou tenham horas próprias para fazer determinados trajectos. “Assim evitamos estragos na via pública, poupamos as vias do centro das cidades”.
O troço Km 16-comuna da Huíla-Palanca tem uma extensão de 33 quilómetros. Neste momento, 11 quilómetros da via já se encontram asfaltados e a construtora Planasul procede à terraplenagem, colocação de sistema de drenagem das águas e outras acções.
O encarregado de obras da Planasul, Artur Plácido, informou que os trabalhos começaram em Outubro do ano passado e ficam concluídos em Setembro do próximo ano. Estão a ser reparadas três pontes, sendo uma do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

Energia e água

 
As populações da comuna da Huíla e da Palanca têm no próximo ano resolvida a questão do abastecimento de energia eléctrica e água potável, com a electrificação e construção do sistema de captação e distribuição de água.
A obra comporta a criação de um ramal de média tensão, montagem de quatro postes de transformação em cabine e 110 postes de iluminação pública. Orçada em 100 milhões kwanzas, a obra decorre a bom ritmo. Na comuna da Huíla, a água canalizada vai beneficiar acima de 400 casas.

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