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Cozinhas e padarias comunitárias lançadas na Huíla

Arão Martins| Lubango

As cozinhas e padarias comunitárias construídas pelas administrações municipais para apoiarem a merenda escolar na Huíla começaram a funcionar. Estes novos serviços estão a ser instalados pelas administrações municipais com o apoio da associação italiana Marcos de Martin.

Acções do governo da província da Huíla inseridas no quadro do Programa de Combate à Fome e à Pobreza estão a melhorar a qualidade de vida das populações do meio rural
Fotografia: Arão Martins

Os municípios contemplados são Chibia, Cacula, Cuvango, Humpata, Quilengues, Quipungo, Chipindo, Jamba, Matala, Caluquembe, Caconda, Lubango, Gambos, Chicomba e os Serviços Prisionais da Huíla. A primeira de um total de 14 cozinhas e padarias foi inaugurada sábado no município da Chibia, 45 quilómetros a sul da cidade do Lubango.
Aldo Di Clemente, da associação italiana, esclareceu que a criação das cozinhas e padarias comunitárias é “um contributo valioso” para o programa de combate à fome e à pobreza. As padarias e cozinhas dispõem de um posto de vendas de pão e refeições. A cozinha está equipada e tem os seus utensílios e as padarias contam com armazém de farinha de trigo e milho e instalações sanitárias. A área de refeições tem 100 lugares e o forno funciona a lenha.
O responsável da associação italiana explicou que as estruturas aplicadas às conzinhas são económicas e simples e precisam somente de uma quantidade de lenha para confeccionar produtos de qualidade, desde pão, bolos e alimentos diversos. O uso de energia eléctrica é dispensável. O forno tem capacidade para produzir e servir alimentos para a merenda escolar e festas.
“Os preços dos produtos confeccionados nas cozinhas e padarias comunitárias são baixos. O produto é barato para que se possa dar uma refeição condigna às famílias com dificuldades financeiras, que não se dirigirem a um restaurante ou a um hotel, onde os custos são elevados”, acrescentou Di Clemente. Na comuna do Hoque, município do Lubango, na Humpata e Quilengues foram já concluídas seis destes serviços comunitários e em breve, à semelhança da Chibia, vão ser igualmente inauguradas outras cozinhas comunitárias.
O soba grande da Huíla, Joaquim Huleipo, reconheceu a importância das cozinhas e padarias, porque “praticam preços baixos” e isso favorece a população. O soba diz que as acções do Governo, inseridas no quadro do Programa de Combate à Fome e à Pobreza, estão a melhorar a qualidade de vida da populaçção do meio rural.
O soba grande da Huíla agradeceu a abertura da cozinha e padaria comunitária na Chibia e augura que as outras padarias, já construídas nos municípios, sejam igualmente abertas para o bem-estar das populações.
A administradora municipal da Chibia, Otília Noloti, esclareceu que o objectivo das cozinhas e padarias comunitárias é combater a pobreza e acabar com a fome. “Este programa traduz-se na realização de diferentes acções, todas concorrentes para este mesmo objectivo”, disse.
Através do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza, aprovado em 2010 pelo Executivo, a administração local atende às carências da população, sobretudo do meio rural, abrindo serviços hjarmonizados com os programas de desenvolvimento rural, extensão rural e comercialização. O relançamento da produção é outro desiderato da administração, assente noutro projecto, o Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural, disse Otília Noloti. Um dos eixos deste programa é assegurar serviços de apoio à produção e comercialização de produtos agro-pecuários e facilitar o relacionamento com as instituições.

Programa de promoção

O Programa de Promoção do Comércio Rural é executado pelo Ministério do Comércio e foi concebido na base do princípio de que a comercialização rural contribui para o aumento da produção das empresas agrícolas familiares e melhora as condições de vida das comunidades. A formação sobre gestão e administração foi garantida às 27 pessoas que vão orientar o funcionamento das cozinhas e padarias comunitárias. A formação no município da Chibia durou cinco dias e foi dada pela associação Marcos de Martin.
Os gestores formados são jovens oriundos dos municípios da Chibia, Cacula, Cuvango, Humpata, Quilengues, Quipungo, Chipindo, Jamba, Matala, Caluquembe e dos Serviços Prisionais da Huíla. Em nome dos gestores formados, Sandra Gaspar, uma das alunas, disse que as acções de formação engrandecem a sociedade e encorajou as administrações municipais a continuarem a formar os seus quadros para que os objectivos preconizados sejam alcançados.

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