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Crédito para a campanha agrícola chega à Huíla através do Banco Sol

André Amaro | Lubango

Os camponeses associados de Kaculovar, localidade situada a 17 quilómetros da sede do município da Chibia, foram os primeiros a beneficiar do crédito de campanha agrícola, lançado oficialmente terça-feira na província da Huíla, pelo Banco Sol.

Momento em que era apresentado à administradora e camponeses associados o programa de micro-crédito no município da Chibia
Fotografia: Arimateia Baptista | lubango

Os camponeses associados de Kaculovar, localidade situada a 17 quilómetros da sede do município da Chibia, foram os primeiros a beneficiar do crédito de campanha agrícola, lançado oficialmente terça-feira na província da Huíla, pelo Banco Sol.
O total do crédito é de 505 mil dólares, convertidos em fertilizantes, adubos, sementes, charruas e motobombas e beneficia 140 camponeses da cooperativa do Kaculovar.
O presidente da cooperativa de camponeses do Kaculovar, Salomão Wolote, agradeceu a iniciativa do Executivo e garantiu que os beneficiários vão dar o seu melhor para corresponder à expectativa.
“Este apoio financeiro vai permitir a aquisição de sementes, fertilizantes, adubos, charruas, catanas, machados, enxadas e adubadores para melhorar a produção agrícola”, sublinhou.
Salamão Walote disse que os beneficiários vão apostar no cultivo de milho, massango, massambala, feijão, amendoim e produtos hortícolas que vão ser uma importante fonte de rendimento dos camponeses.
O responsável da cooperativa disse que o apoio do Executivo devia ser em valores monetários em vez de instrumentos agrícolas, para permitir aos camponeses o pagamento de determinados serviços, como lavrar as terras com tractores.
A camponesa Doroteia Senemole, uma das beneficiárias do crédito de campanha está satisfeita com o lançamento do projecto, porque vai permitir o aumento da produção de milho, feijão, massango, batata, cenoura e couve.
Para ela, este crédito tem grande significado, porque vai ajudar a aumentar o campo de lavoura, diversificar e melhorar a produção agrícola e combater a fome e reduzir a pobreza. Doroteia Senemole disse que o Banco Sol, nas próximas campanhas agrícolas, devia aumentar o crédito para 100 mil dólares para permitir a aquisição de tractores e outros equipamentos.
A cooperativa quer reabilitar o canal de irrigação, construir uma manga de vacinação do gado bovino, abrir pelo menos dois furos de água, comprar um tractor e uma carrinha, para apoiar a produção.
A directora do micro-crédito do Banco Sol, Carla Van-Dúnem que esteve no acto de lançamento do Crédito de Campanha Agrícola, disse que os beneficiários vão contar com o acompanhamento dos técnicos do banco.
“ O Banco Sol inicialmente disponibilizou para a província da Huíla, três milhões de dólares, mas o aumento dos pedidos de crédito pode obrigar a aumentar esses valores”, explicou.
Carla Van-Dúnem, esclareceu que o reembolso do crédito tem a duração de dez meses, prazo que pode ser alargado se houver uma catástrofe natural ou uma peste.
  Para o o êxito do projecto, o Banco Sol, está a trabalhar em parceria com o Banco de Poupança e Crédito (BPC), Banco de Comercio e Indústria (BCI) e Banco Africano de Investimento (BAI).
Carla Van-Dúnem esteve ontem nos municípios de Cacula, Caluquembe e Jamba a lançar as campanhas de micro crédito e diz que está confiante no sucesso do projecto, uma vez que há um forte empenho dos camponeses.
 
Combate à fome

 A Administradora municipal da Chibia, Otília Vianei, que presenciou o acto de lançamento do Crédito de Campanha Agrícola, disse que este é um passo importante do projecto do Executivo no combate à fome e à pobreza.
Para Otília Vianei, esta iniciativa vai permitir aos camponeses associados fazerem aquisição de sementes e meios de lavoura para melhorar e aumentar a produção agrícola, combater a fome e a pobreza.
“ Os camponeses têm enfrentado muitas dificuldades para adquirem sementes, fertilizantes e outros meios agrícolas, por isso este apoio vem em boa hora para minimizar a situação”, frisou.
 De acordo com a administradora municipal, a maior parte dos camponeses depende das chuvas para produzir e quando estas atrasam, criam enormes transtornos que agora são solucionados com o crédito.
Otília Vianei informou que os camponeses beneficiários estão a ser sensibilizados para apostarem na produção diversificada de modo a obterem maiores rendimentos que lhes permitam amortizaro crédito.

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