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Crianças carenciadas em ambiente familiar

Arão Martins | Lubango

Pelo menos 638 crianças desfavorecidas beneficiam, na aldeia SOS na cidade do Lubango, de educação pré-escolar, serviços de saúde, formação académica e técnicoprofissional, no âmbito do Programa de Fortalecimento Familiar.

Uma instu«ituição humanitária acolhe crianças abandonadas e indica-lhes o caminho para o futuro
Fotografia: Arão Martins / Lubango

Pelo menos 638 crianças desfavorecidas beneficiam, na aldeia SOS na cidade do Lubango, de educação pré-escolar, serviços de saúde, formação académica e técnicoprofissional, no âmbito do Programa de Fortalecimento Familiar.
O número foi revelado pelo director da escola da Aldeia SOS do Lubango, reverendo Faustino Sequila, quando discursava no acto provincial das comemorações do dia Internacional da Criança celebrado terça-feira. Ele precisou que “a aldeia controla 137 crianças agrupadas em 13 casas familiares e 41 jovens no projecto juvenil. Nas comunidades, apoiamos familiares mais carenciadas com 460 beneficiarias em 110 famílias”.
Faustino Sequila reconheceu que o número é ainda irrisório porque a instituição acusa solicitações de muitas famílias desfavorecidas. Faustino Sequila defendeu mais parcerias com instituições públicas e organizações da Sociedade Civil para a inserção de mais petizes no programa.
O director da escola esclareceu que a aldeia SOS é uma Associação Nacional com representações nas províncias da Huíla, Benguela e Huambo, com atendimento de crianças nas comunidades e aldeia.
O reverendo Faustino Sequila disse que “os factores pró-activos no país, tais como a adesão do Governo à Convenções Internacionais favorecem as políticas de protecção dos Direitos da Criança”. “A existência dos 11 compromissos da criança, elas hoje já tomaram consciência dos seus direitos tais como o acesso aos meios de comunicação social, a saúde, educação, a protecção entre outros”, frisou o reverendo Sequila.
A aldeia SOS é uma instituição humanitária, sem fins lucrativos que trabalha a favor das crianças abandonadas.
O seu propósito fundamental consiste em assegurar que todas crianças abandonadas tenham uma família, na aldeia, para a sua sobrevivência e desenvolvimento saudável e harmonioso.
 
UNICEF reconhece empenho
 
O representante do UNICEF na região Sul de Angola, João Neves, reconheceu que o Executivo tem dado passos significativos em prol da melhoria da situação das crianças no país.
Destacou o empenho do governo na materialização dos 11 compromissos da criança e os direitos consagrados na Constituição recentemente aprovada e nas convenções internacionais.
“Notamos também investimentos em infra-estruturas sociais em beneficio das crianças nomeadamente escolas, hospitais e campos desportivos. Auguramos que estas acções continuem porque são indicadores do bem-estar da criança. 
João Neves exortou os cidadãos a denunciarem casos de violência contra criança, participando as autoridades competentes de modo que os prevaricadores sejam responsabilizados conforme a Lei. “A violência física e psicológica contra a criança constitui crime reprovável a todos os níveis. Seja ela perpetuada por pessoas da família ou não”, concluiu.
Assistiram ao acto provincial alusivo ao dia da criança, a vice-governador para área técnica Vitoria Correia, Representante do Instituto Nacional da Criança (INAC), Direcção da Assistência e Reinserção Social (Minars), membros do governo da província, autoridade tradicionais e outros.

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