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Crianças desfavorecidas com assistência humanizada

Arão Martins | Lubango

Mais de 460 crianças desfavorecidas beneficiaram em 2010, na aldeia SOS na cidade do Lubango, província da Huíla, de educação pré-escolar, serviços de saúde, formação académica e técnico-profissional, no âmbito do Programa de Fortalecimento Familiar.

Crianças desfavorecidasforam agreciadas com educação pré-escolar e serviços de saúde no âmbito do programa familiar
Fotografia: Arão Martins

Mais de 460 crianças desfavorecidas beneficiaram em 2010, na aldeia SOS na cidade do Lubango, província da Huíla, de educação pré-escolar, serviços de saúde, formação académica e técnico-profissional, no âmbito do Programa de Fortalecimento Familiar.
A informação foi prestada sexta-feira pelo director-geral da Aldeia SOS do Lubango, Faustino Sequila, quando balanceava as actividades desenvolvidas durante o ano 2010, tendo avançado que as crianças assistidas estão inseridas em 111 famílias.
Faustino Sequila informou que a aldeia também desenvolve acções de cuidados a 124 crianças que perderam os cuidados dos progenitores e que residem nas 13 casas da aldeia. 
A aldeia controla ainda 50 jovens que entraram quando crianças. Porém, ao atingirem idades superiores a 18 anos, foram inseridos em programas juvenis distribuídos em casas familiares no bairro da Lalula do Lubango, Humpata e no exterior do país, disse Faustino Sequila.
“Temos na comunidade o que chamamos Programa de Fortalecimento Familiar e é lá que temos a maior população de crianças por entendermos que o melhor lugar da criança é junto dos seus familiares. Em função disso, as mesmas beneficiam de cuidados de saúde, educação e formação académica”.
A aldeia de crianças SOS do Lubango é uma instituição de carácter humanitário, sem fins lucrativos, que trabalha a favor das crianças abandonadas.
 O seu propósito fundamental consiste em assegurar que todas crianças abandonadas tenham uma família, para a sua sobrevivência e desenvolvimento saudável e harmonioso. Faustino Sequila disse que a instituição continua a receber solicitações de muitas famílias que querem inserir as crianças no programa. Para tal, o reverendo defendeu mais parcerias com instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil para a inserção de mais petizes no programa.
Quanto a dificuldades, o director-geral da aldeia SOS disse que é premente a colocação de um furo de água potável na localidade.
 Disse que a aldeia tem feito uso da água que vem de um riacho. Mas quando chega o tempo seco a água esgota, o que tem causado dificuldades à direcção da aldeia.
Outra questão que inquieta a direcção da aldeia é a falta de medicamentos para a assistência medicamentosa do Posto Médico, que atendeu durante o ano 2010 mais de 1000 doentes.
“Seria bom que a direcção da Saúde incluísse aquele Posto nos planos de distribuição de medicamentos, uma vez que as populações circunvizinhas e não só têm recorrido aos serviços de Saúde daquele Posto, que conta com uma médica e quatro enfermeiros”.
  A asfaltagem do troço que liga o desvio à aldeia, numa distância de quatro quilómetros, constitui preocupação daquela direcção. Solicitamos às estruturas de direito no sentido de pelo menos terraplanarem este percurso que tem sido difícil de percorrer.

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