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Crianças em risco na Huíla são integradas nas famílias

Domingos Mucuta | Lubango

Dezenas de crianças que se encontravam em situação de risco em focos identificados nos municípios do Lubango, Matala e Chibia foram reintegradas no seio das famílias, revelou, sexta-feira, no Lubango, o director provincial da Huíla do Instituto Nacional da Criança, Abel Chico Joaquim.


Dezenas de crianças que se encontravam em situação de risco em focos identificados nos municípios do Lubango, Matala e Chibia foram reintegradas no seio das famílias, revelou, sexta-feira, no Lubango, o director provincial da Huíla do Instituto Nacional da Criança, Abel Chico Joaquim.
As acções de reintegração social das crianças em situação de risco estão inseridas no programa de localização e reintegração familiar desenvolvido em parceria com a direcção provincial da Assistência e Reinserção Social e Fundo das Nações Unidas para a Infância, sublinhou o director do INAC.
Abel Chico sublinhou que em função da reintegração de 78 crianças, o número de petizes no lar de acolhimento da direcção provincial das Assistências e Reinserção Social reduziu com o encaminhamento dos menores para o seio familiar, onde recebem mensalmente kits de alimentos e escolares.
“Neste momento podemos afirmar que não temos mais focos de crianças na rua e continuamos a trabalhar para que o fenómeno não volte a acontecer”, referiu, acrescentando que os kits são entregues em função do número de crianças encontradas no lar.
Abel Chico disse que o INAC trabalha em parceria com os comandos da polícia nacional, serviços de emigração e estrangeiros, Ministérios da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e os operadores de transportes público.
“A nossa responsabilidade e tutela é documentar a movimentação de crianças que vivem com parentes ou órfãos para fora do país, prevenindo que viajem sem acompanhamento de adultos ou caiam nas mãos de elementos de redes de traficantes de menores”, referiu o director do INAC.
Esclarecendo que diariamente a sua instituição recebe entre quatro a oito casos de fuga à paternidade, a disputa de guarda de filhos entre casais, falta de prestação de pensão de alimentos e outros apoios materiais e morais como resultado da negligência e estado de pobreza das famílias. “Registamos desde o ano passado até a data presente mais de 80 casos de fuga à paternidade e tantos outros de falta de atribuição de pensão, a maioria das situações envolve jovens casais”, referiu.
No Kwanza-sul, o director do INAC, David Domingos, defendeu, sábado, na cidade do Sumbe, maior engajamento dos pais e da sociedade na educação moral das crianças, para contribuírem para a sua formação académica e desenvolvimento do país.
David Domingos disse que “há pressupostos que devem ser cumpridos visando o respeito e dignidade da criança, assim como a observância dos 11 compromissos assumidos pelo governo angolano e seus parceiros”.

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