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Curso de Minas atrai jovens no município da Jamba Mineira

Arão Martins | Jamba Mineira

O curso técnico de Minas é a especialidade mais concorrida no Instituto Politécnico nº 1826, situado  na sede municipal da Jamba Mineira, província da Huíla.

Um grande número de alunos do instituto é maioritariamente jovem e vive nas instalações do estabelecimento
Fotografia: Arimateia Batista| Edições Novembro

A Informática e Instalações Eléctricas, outras  especialidades ministradas na instituição, têm pouca adesão, disse ao Jornal de Angola  o director do instituto,  Tyamena Kaingona.   
“A maior parte dos jovens que buscam formação no Instituto Politécnico matricula-se para o curso de Minas. Estes alunos são provenientes de  todas as regiões da Huíla e também das  províncias do Cuando Cubango, Huambo, Namibe e Cunene”, disse Tyamena Kaingona. Joaquim Nicolau, 21 anos, natural do município da Chibia, província da Huíla, que frequenta o curso técnico de Minas, na 10ª Classe, perspectiva , depois da formação,  trabalhar nas minas de granito da sua localidade.
Manuel Kamosso, 20 anos, que veio do município do Cuchi,  Cuando Cubango, optou pela mesma formação, motivado pelo potencial minério da sua região.  “Quando terminar vou trabalhar no Cuchi, uma zona potencialmente mineira”, disse.
 Motivado pelo processo de diversificação económica do país, Pedro João, 22 anos, do Huambo, aderiu à mesma formação “para dar sequência” no Instituto Superior Politécnico da Arimba, na Huíla, e após o curso estará “disponível para trabalhar em qualquer região do país”.  Salta à vista a condição de Madalena António, 24 anos  por estar  a estudar , no curso de Informática, com o  filho de seis meses às costas. “ Como não tenho com quem deixar a criança  trago-à  escola.  A minha situação é extremamente constrangedora, às vezes  tenho de sair da sala porque o bebé está a chorar, enfim, é duro!”, deplorou, para acrescentar que, “depois de terminar a 12ª classe”, vai  ingressar na Educação.

Capacitação dos finalistas
O director do Instituto Politécnico , Tyamena Kaingona, disse que os finalistas do curso de Minas são obrigados a acompanhar os trabalhos de prospecção , identificar propriedades diferenciais dos minerais e a sua aplicação, reconhecer os principais métodos e os equipamentos mais usados na exploração de minas, a céu aberto e subterrâneo.
“Fazemos por capacitar da melhor forma  os formandos. Têm de sair daqui capazes de reconhecer a estratigrafia de poços e de furos , reconhecer e preparar a amostra representativa em contexto de prospecção e indústria, enfim, dotámos os técnicos com todas as ferramentas para desenvolver um bom trabalho”, disse Tyamena Kangona.
O Instituto Politécnico nº 1826, com 20 salas de aula, funciona desde 2014. No presente ano lectivo  conta com 302 alunos .
 A instituição que  funciona  apenas com os laboratórios de Química, Física e Informática Elementar,  tem 19 professores e precisa de mais  20 para as várias disciplinas.

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