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Cursos técnicos e profissionais para deficientes

João Luhaco |

A Escola Polivalente do Ensino Especial do Lubango vai ministrar, no próximo ano, cursos técnicos profissionais para a formação de alunos em distintas especialidades, informou ontem o seu director.

O objectivo do projecto é garantir a inserção social
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro | Huíla

Em declarações ao Jornal de Angola, Vicente Camassuno apontou os cursos de carpintaria, serralharia, electricidade, decoração, corte e costura, que serão ministrados por formas a atribuir carteira profissional aos alunos que pretendem desenvolver pequenos negócios, projectos  de empreendedorismo e poderem assim gerar mais emprego.
 A execução do projecto, destacou Vicente Camassuno, passa pela construção de uma oficina para a promoção dos cursos profissionais e pela admissão de professores especializados.
A formação técnico-profissional vai permitir que se concretize, em grande forma, a inclusão social das pessoas com deficiências, para  que possam contribuir para a reconstrução do país a todos os níveis , disse Vicente Camassuno, que acrescentou: “Os fundos monetários que a instituição recebe não são satisfatórios. Solicitamos a outros organismos afins no sentido de apoiar-nos, para que consigamos implementar diversos cursos de formação profissional”.
 A escola polivalente do ensino especial do Lubango  foi instituída em 1988, pelo Instituto Nacional para Educação Especial (INEE). A instituição serve  alunos que padecem de deficiência visual, amblíopes combinadas ou múltiplas, físico-motora e transtorno de linguagem, auditivas, dificuldade de fala e transtornos do desenvolvimento psíquico. Frequentam a escola 1.793 alunos, dos quais 933 do sexo feminino, sendo 364.197 do ensino primário. O I e II ciclos contam com 502 e 927 alunos,  leccionados por 102 professores.
A  escola, desde a sua criação,  já colocou à disposição do mercado de trabalho mais de três mil finalistas, em distantes especialidades.

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