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Cuvango acelera os procedimentos burocráticos

Estanislau Costa| Cuvango

O governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos, inaugurou na quinta-feira a nova sede da administração municipal do Cuvango, 356 quilómetros a leste da cidade do Lubango, erguida numa área nobre, que confere maior dignidade aos funcionários do Estado e torna céleres os diversos serviços públicos.

O desenvolvimento da região Leste da província da Huíla é visível com o surgimento de novas infra-estruturas económicas e sociais
Fotografia: Estanislau Costa| Cuvango

O governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos, inaugurou na quinta-feira a nova sede da administração municipal do Cuvango, 356 quilómetros a leste da cidade do Lubango, erguida numa área nobre, que confere maior dignidade aos funcionários do Estado e torna céleres os diversos serviços públicos.
Durante a inauguração do empreendimento, Isaac dos Anjos entregou ao administrador municipal do Cuvango, Miguel Luís, os principais símbolos nacionais: a bandeira da República e um quadro dourado com a imagem do Chefe do Estado.
Ao usar da palavra perante um número considerável de pessoas presentes na cerimónia de abertura da nova sede da administração, o governador salientou que a edificação visa satisfazer a solicitação feita pelas autoridades tradicionais na véspera da execução do projecto.
O desenvolvimento da região leste da província, afirmou, é visível, com o surgimento de novas infra-estruturas que estão a facilitar a vida à população.
Os munícipes já estão a usar o telemóvel, a deslocar-se numa estrada nova, a consumir água potável e energia eléctrica, entre outros ganhos.
Os novos empreendimentos, que estão a servir dezenas de famílias, resultam da concretização dos Programas de Investimentos Públicos, Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza e Água para Todos, de iniciativa presidencial.
O novo edifício da administração, com um piso, custou ao Executivo mais de 76 milhões de kwanzas e as obras estiveram a cargo da construtora nacional Joback e Filhos. O imóvel possui vários gabinetes para o funcionamento das repartições, uma sala de reuniões, quartos de banho, parque de estacionamento e outros compartimentos.
O governador procedeu ainda à entrega de cinco viaturas todo-o-terreno para melhorar a mobilidade dos técnicos da administração, um caterpillar com pá basculante, um caterpillar com niveladora, um camião e carrinha basculante para acções de reabilitação de pequenos troços de estrada.O soba grande do município do Cuvango, Adão Cambinda, disse ao Jornal de Angola que “nunca tiveram, durante 30 anos, uma sede da administração de grande estatura, bonita e apetrechada, para ter a funcionar os serviços municipais de energia e águas, educação, saneamento e embelezamento, fiscalização e outros”.
“Não custou destruir várias estruturas no município. Agora para construir e reconstruir está a levar tempo, a implicar muito esforço do governo, recursos humanos e financeiros, porque o país é grande e esteve parado por causa da guerra”, afirmou, para a seguir acrescentar que o Cuvango de ontem não é o mesmo de hoje.A autoridade tradicional solicitou ao governo a construção de uma pequena central hídrica para aumentar a produção de energia eléctrica e ampliar a distribuição nos bairros e comunas, e ser motivo de atracção de mais investidores nacionais e estrangeiros.
“A boa estrada, a via-férrea reconstruída e o comboio a circular já podem atrair muita gente aqui”.
A rede hidroeléctrica é formada por três importantes rios de caudal permanente, favorecendo as suas baixas para a agricultura e pesca artesanal. O principal rio é o Cubango, no qual está localizada a mini-hídrica que fornecia electricidade 24 horas por dia à vila, até meados do 1983.
O conflito armado provocou a sua paralisação. Desde então até agora, a central não beneficiou de obras de restauro.
A sua recuperação total requer um investimento na ordem de milhões de kwanzas. Por enquanto, a sede do município é abastecida por uma central térmica.

Ngalangue e Vicungo

Ngalangue e Vicungo são duas comunas do município do Cuvango onde a água passou a jorra nas torneiras dos chafarizes.
Os sistemas de captação e distribuição de água potável erguidos servem 7.500 pessoas.
Os beneficiários elogiaram a criação e concretização do programa Água para Todos, em curso no país  por ter aproximado das casas dos bairros, aldeias e zonas mais recônditas a água. “O governo deve continuar a abrir furos e a construir chafarizes”, afirmaram.
As famílias de Ngalangue e Vicungo não medem esforços para preservar a área onde estão instalados os sistemas de captação e zelar pela manutenção de todo o equipamento. “Por volta das 18h00, o chafariz, com boa vedação, é fechado para impedir que pessoas de má-fé estraguem os meios”, afirma Carlos Dala, chefe do chafariz.
O responsável explicou que os valores com que os beneficiários comparticipam durante o consumo são simbólicos e são empregues, em geral, em acções de  manutenção dos sistemas de capção e aquisição de peças sobressalentes, para garantir a longevidade dos fontanários.

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