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Cuvango sem energia há mais de seis meses

Arão Martins | Cuvango e Jamba

A sede municipal do Cuvango, 315 quilómetros a norte da cidade do Lubango, está há mais de seis meses sem energia eléctrica, constatou o Jornal de Angola, na circunscrição.

Vista parcial da sede municipal que precisa de várias acções de impacto social para melhorar a qualidade de vida da população
Fotografia: Angop

O administrador municipal do Cuvango, Luís Marcelo, informou que a avaria dos dois geradores de 250 KVA cada, que dura  há mais de seis  meses, está na base do apagão que se regista na localidade.
O administrador reconheceu que a falta de energia eléctrica na sede municipal do Cuvango está a causar sérios constrangimentos à população e que a administração vai trabalhar com algumas empresas  para solucionar o problema. “Temos dois geradores, mas precisamos de “know-how”. Va-mos interagir e buscar especialistas para voltar a fazer funcionar os geradores e iluminar as residências e as ruas do município.”
Luís Marcelo disse que no Cuvango funciona o Instituto Superior Politécnico Sinodal, afecto à Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA) e os estudantes estão impossibilitados de efectuar investigações e pesquisas científicas, devido à falta de energia eléctrica.
A falta de energia eléctrica, acrescentou,  prejudica também as empresas e agências bancárias e impede a conservação de bens perecíveis.  Segundo o administrador, a falta de fontes operacionais e respectivas redes de distribuição, a partir da sede municipal, nas sedes comunais de Galangue e Vicungo e noutras localidades deve merecer uma atenção especial.
“Vamos, junto das empresas do ramo e com medidas específicas, trabalhar para repor a energia eléctrica a nível no município”, disse, para acrescentar que “mais do que apontar as causas que estão na base da falta de energia eléctrica ao município, se vai trabalhar para repor o fornecimento de energia eléctrica pelo menos em seis horas do dia, entre as 18h00 e as 24h00”.  Luís Marcelo informou que o município está também há mais de dois meses sem água potável e que acções estão em curso para a  solução do problema.
O administrador do Cu-vango garantiu que vai dar  atenção especial à recuperação da central eléctrica do município e à asfaltagem das ruas da sede.
A terraplenagem de 190 quilómetros e asfaltagem da via que liga a sede às comunas de Vicungo e Galangue, bem como a instalação de uma antena de telefonia móvel na sede comunal do Vicungo são apostas referidas por Luís Marcelino, a par da abertura dos serviços do Banco de Poupança e Crédito (BPC), para que muitas pessoas deixem de ter de se deslocar a outras localidades para o levantamento dos salários.
O administrador do Cuvango informou ser insu-ficiente o material para a emissão de cédulas pessoais e que a falta de postos de emissão do Bilhete de Identidade está a criar muitos constrangimentos. A ausência de serviço de rádio e televisão e a conclusão da asfaltagem do troço Cuvango-Matala são outras preocupações do administrador municipal do Cuvango.

  Jamba está a precisar de novo hospital




A construção de um hospital municipal público de referência na sede municipal da Jamba (315 quilómetros a leste da cidade do Lubango) é uma das prioridades do Governo Provincial da Huíla, para os próximos tempos.
O governador provincial da Huíla, Luís Nunes, disse, na abertura da reunião de concertação e auscultação social do município da Jamba, que a assistência médica e medicamentosa à população está a ser feita num edifício afecto à empresa de exploração mineira (Ferrangol).
“Na constatação feita à Jamba, reparei que a infra-estrutura onde funciona o hospital municipal é alheia. Vamos trabalhar para inverter o quadro, para evitar algum dia sermos surpreendidos pelo proprietário, dizendo que precisa do edifício”, disse.
O governante assegurou que a construção do novo hospital deve ser prioridade nos próximos tempos no município.
“É importante projectar a construção de um hospital de raiz, à altura das necessidades”, disse o governador, acrescentando que a acção vai ser prioridade do Governo Provincial e, “no quadro da gestão descentralizada, vamos exigir à Administração Municipal da Jamba a ser mais activa.”
Luís Nunes informou que o actual elenco governativo da Huíla está há menos de três meses e nas suas acções dá atenção especial à melhoria permanente da qualidade de vida da população.
O governador reconheceu que, à semelhança da Jamba, os problemas são comuns em todos os municípios da província da Huíla. Luís Nunes afirmou que, apesar das dificuldades financeiras, a gestão deve ser feita com transparência e honestidade. “Queremos a participação de todos”, defendeu.
O administrador municipal da Jamba, Miguel Kassela, disse que a localidade tem um sistema de saúde constituído por 15 unidades sanitárias.
Miguel Kassela disse que o actual hospital municipal da Jamba tem 40 camas e regista falta de um bloco operatório, raio X, laboratório e morgue.
O número insuficiente de enfermeiros e outros técnicos de saúde, acrescentou,  também preocupa as autoridades administrativas da Jamba.



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