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Defendida a melhoria dos cuidados materno-infantis

Arão Martins | Lubango

A directora do Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca no Lubango, Ana Neves, defendeu, na quinta-feira, nesta cidade, a necessidade de as crianças estarem rodeadas de um ambiente social e familiar adequado, ajustado a uma estreita relação com os cuidados do sistema nacional de saúde materno-infantil, para que haja um desenvolvimento harmonioso.

Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca no Lubango garante os cuidados a milhares de crianças para que o amanhã seja conforme o esperado
Fotografia: Arão Martins

A responsável, que falava na abertura das terceiras jornadas científicas do Hospital Pediátrico do Lubango, que decorreu até ontem, sob o lema “A saúde da criança um compromisso do hospital pediátrico, rumo ao desenvolvimento sustentável”, disse ser fundamental que se garanta à criança uma convivência harmoniosa para o seu desenvolvimento.
A directora da pediatria referiu que é importante cuidar bem da futura geração, que são as crianças. Por isto, disse que é com este espírito que o Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca, no exercício da saúde e do bem-estar da nação, garante os cuidados aos pequenos, para que o amanhã seja conforme o esperado.
Ana Neves caracterizou os anos de 2015 e 2016 de difíceis, tendo em conta a conjuntura económica. Apesar desta situação, acrescentou que o Hospital Pediátrico Pioneiro Zeca manteve todos os serviços funcionais e procurou, sempre, melhorar a assistência médica a todas as crianças que deram entrada na unidade sanitária.
A vice-governadora provincial da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Chipalavela, disse que a construção e a reconstrução do conhecimento científico, no ramo das Ciências de Saúde Pediátricas, permitem triangular dados, conferir a sua validade e torná-los confiáveis para a área científica e para um bom desenvolvimento saudável a nível da saúde materno-infantil.
Actualmente, referiu, os Estados reconhecem nas suas constituições o direito da criança de beneficiar de um melhor serviço de saúde, sendo que a redução da mortalidade infantil e de crianças com menos de cinco anos se apresenta como um desafio constante, expresso nas diferentes políticas públicas e sociais, que se propõem proteger os menores e assegurar uma boa assistência médica e cuidados primários de saúde.
Maria João Chipalavela sublinhou que é importante que os serviços de pediatria assegurem que os pais recebam informações sobre saúde infantil, como nutrição, prevenção e acidentes domésticos  e que os hospitais cumpram com o calendário de vacinação e rotinas de saúde.
A saúde da criança, salientou, faz parte do seu próprio estado de desenvolvimento que lhe fornece a energia e a capacidade para brincar com as outras. “Vivemos um momento difícil, próprio dos processos de desenvolvimento e mais do que lamentar, precisamos de usar a nossa imaginação, a criatividade para aperfeiçoar os nossos conhecimentos e competência, optimizando os poucos recursos que estão disponíveis, para que os serviços não deixem de funcionar”, defendeu.
A vice-governadora provincial da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Chipalavela, exortou a pertinência de pensar-se de modo mais colegial, cooperativo, num quadro de maior vinculação, entre os diferentes serviços sociais, agregando sempre a visão integrada e multidisciplinar para que não se perca os ganhos alcançados no domínio da saúde infantil. Citou como exemplo, a poliomielite, da qual a província deixou de registar novos casos, a capacidade de apoio às crianças com paralisia cerebral e outros ganhos já conseguidos no domínio da saúde infantil. A responsável disse que é preciso que o hospital esteja aberto à promoção da saúde infantil e a outras actividades que devem engajar a participação dos pais, como agentes que intervêm no asseguramento de práticas saudáveis. Acrescentou que é importante que se estimule as abordagens saudáveis que fazem melhorar a qualidade de vida das crianças.
Com base neste propósito, Maria João Chipalavela espera que os técnicos de saúde e a sociedade no geral se engajem na obtenção de resultados dos objectivos do desenvolvimento sustentável, aliados à estratégia 2025 e ao Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017.
As terceiras jornadas científicas do Hospital Pediátrico do Lubango, que tiveram a duração de dois dias, abordaram, entre outros temas, “O suporte básico de vida”, “Cuidados com o recém-nascido”, “Políticas públicas em saúde da criança e do adolescente”, “Visão do serviço de pediatria nos serviços primários de saúde”, “Principais áreas de atendimento no serviço de pediatria”, “Rectos e constrangimentos dos serviços primários de saúde”, “A epidermolise bolhosa”, “Os maiores problemas do bebé prematuro”, “Aceitabilidade do teste de HIV de rotina oferecido a crianças atendidas no Hospital Pediátrico do Lubango”, “Comportamento clínico da tinha do coro cabeludo em crianças atendidas na consulta de dermatologia do hospital central” e “Protecção radiológica”.
Temas como “Mortes maternas em partos eutócicos na Maternidade do Lubango”, “Shistomiase na província da Huíla”, “Ileo paralítico”, “Sindrome de down. Complicações cardíacas”, “Processo de enfermagem”, “Importância da fisioterapia em patologias”, “Hemofilia”, “Hepatopatia tóxica” e “Seguimento das crianças falciformes” também estiveram em abordagem.

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