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Defendida a reabilitação das vias de acesso da Matala

Arão Martins | Capelongo

O administrador comunal de Capelongo defendeu ontem, naquela localidade, a reabilitação da estrada que liga a sede municipal da Matala à fronteira com Mulondo, passando por Capelongo, província da Huíla, numa extensão de 65 quilómetros, com vista a dinamizar as trocas comerciais e escoar a produção do campo para a cidade e vice-versa.

Vias da Matala em reabilitação
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Fernando António da Silva, que falava ao Jornal de Angola, no final da cerimónia de apresentação do Programa de Governação 2017-2017, do MPLA, disse que a comuna de Capelongo é forte na produção de batata rena e hortícolas e os camponeses e agricultores clamam pela reabilitação da via e por sementes diversas, fertilizantes, instrumentos de trabalho e sementes.
A comunidade, agricultores e camponeses de Capelongo clamam pela reabilitação da estrada que liga a sede municipal da Matala e Mulondo, passando pela comuna de Capelongo, numa extensão de 65 quilómetros. 
O programa de reabilitação da estrada, garantiu Fernando Silva, consta entre as prioridades do Governo Provincial da Huíla e da Administração Municipal da Matala, com vista a dinamizar as trocas comerciais e o escoamento da produção. Capelongo é uma das quatro comunas do município da Matala, limitada a norte com a sede do município, 65 km a sul com a comuna do Mulondo, a leste pelo rio Cunene e a oeste com a comuna do Hombo, município de Quipungo, e tem uma população estimada em 50 mil habitantes, na sua maioria camponesa.
Admitiu que a localidade perdeu ligeiramente a sua capacidade produtiva no ano agrícola passado, devido à escassez de imputes agrícolas, principalmente de fertilizantes. Fernando António da Silva tranquilizou os camponeses, pois o país já tem muito fertilizante e boa parte já se encontra na sede municipal da Matala, prestes a ser encaminhada aos agricultores  da região.
“No ano agrícola passado, tivemos a infelicidade de termos pouca quantidade de batata. Estamos a aguardar melhores momentos, porque a nossa localidade é forte na produção de batata”, reconheceu Fernando António da Silva, acrescentando que “temos problemas de sementes e, para inverter a situação, as autoridades administrativas afins estão a trabalhar com os importadores.”
Actualmente a comuna dispõe de cinco cooperativas de produtores de batata e hortícolas, entre outros bens.

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