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Defendidas novas unidades académicas para o Instituto Agrário do Tchivinguiro

Arão Martins | Lubango

A criação de novas unidades académicas de Biotecnologia e Engenharia Hidráulica e Florestal no Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro foi defendida pelo vice-governador da Huíla para o sector Político e Social, José Arão Nataniel.

O Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro é uma instituição pública destinada à formação de técnicos do ramo da Agricultura e Pescas
Fotografia: Arão Martins|Lubango

A criação de novas unidades académicas de Biotecnologia e Engenharia Hidráulica e Florestal no Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro foi defendida pelo vice-governador da Huíla para o sector Político e Social, José Arão Nataniel.
O vice-governador, que falava num encontro com académicos da Huíla, argumentou que a criação das duas novas unidades académicas no Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, vai permitir o surgimento de uma nova centralidade académica.
A reabilitação da Estação Zootécnica e Agronómica, ambas da Humpata, foi também defendida por José Arão Nataniel. Na sua perspectiva, isso pode ajudar a absorver um maior número de jovens e a modernizar o panorama da Agricultura Nacional.
A revisão dos currículos é outra necessidade que considerou imperioso resolver.
O Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro é uma instituição pública, destinada à formação de técnicos no ramo da Agricultura, Pescas e Indústria Alimentar. Dispõe de um internato com capacidade para albergar 340 alunos e um complexo constituído por cozinha industrial, refeitório, lavandaria, sala de estudo, vídeo e outras dependências para fins administrativos.
Possui ainda uma enfermaria com capacidade para internar dez pacientes e três unidades de campos agrícolas, situados na fazenda sede do Tchivinguiro, Chão na Chela e fazenda Bruco.
A escola tem 12 salas de aula e sete laboratórios, como os de Biologia, Física, Fitotecnia, Química e Zootécnica, e duas áreas de informática. O complexo escolar agrário do Tchivinguiro faz parte do Instituto Médio Agrário, que mantém uma exploração agropecuária, subdividida em três fazendas que servem para as aulas práticas e para o fornecimento de alimentos ao internato. A área dispõe de cerca de 250 hectares de regadio.
No ano passado, os alunos e funcionários do Instituto Agrário cultivaram milho, batata, repolho, abóbora, feijão, cebola, alho e outros hortícolas. O director-geral, Francisco Ebo, afirmou que o empenho dos estudantes nas aulas práticas e actividades extra-escolares permite produzir grandes quantidades de cereais e hortícolas.
No ano lectivo em curso recebeu 105 novos alunos nos cursos de Gestão Agrícola, Pescas e Indústria Alimentar, perfazendo um total de 340 alunos, da 10ª à 12ª classe. As aulas são ministradas por 47 professores.

Produção de aves


Francisco Ebo adiantou que a instituição prevê introduzir, nos próximos anos, os cursos Técnicos de Recursos Humanos Florestais e de Agro-alimentar. Os níveis de produção de aves no Complexo Agrário do Tchivinguiro aumentaram, para satisfação da direcção.
O responsável da área de produção animal, António Rodrigues, disse que, até Maio, o número de aves multiplicou para cerca de duas mil, entre patos, gansos e pombos.
Resultado positivo também se regista na produção de gado bovino, caprino, suíno e coelhos.
“Graças ao empenho dos estudantes do curso de gestão animal e da direcção do complexo, os níveis de produção são animadores”, garantiu António Rodrigues.

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