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Deficientes pedem melhores condições

Arão Martins | Lubango

Portadores de deficiências físicas na Huíla precisam que sejam instaladas rampas nos edifícios com escadas à entrada e informações em braille, disse o director da Associação de Comerciantes Ambulantes com Deficiências numa reunião sobre a Lei das Acessibilidades.

Constituição da república consagara o princípio da igualidade nos termos da qual ninguém pode ser prejudicado em razão da sua deficiência
Fotografia: Arão martins|Lubango

Alberto Tyiloia afirmou também ser importante a instalação e a reparação dos elevadores em edifícios com vários andares, principalmente em hospitais e escolas.A proposta da Lei das Acessibilidades, apresentada pela vice-governadora provincial para o sector político e social, referiu, está bem elaborada, mas a associação está preocupada com a sua execução.
Alberto Tyloia chamou a atenção para a importância das novas centralidades terem rampas e informações que facilitem a vida dos deficientes e não suceda o que se verifica na cidade do Lubango.
O portador de deficiência, disse, tem de sentir que não é excluído e por isso é precisio haver uma fiscalização mais rigorosa que obrigue quem constrói edifícios a ter em conta estas situações.
A vice-governadora provincial da Huíla para o sector político e social sublinhou que a superação das barreiras urbanísticas e arquitectónicas se reveste de grande importância no processo de total integração social das pessoas com mobilidade condicionada.
 Maria João Chipalavela referiu também ser fundamental que as acções de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos se desenvolva no princípio da igualdade consagrada na lei e que a promoção da acessibilidade é elemento importante para este desiderato.
A Constituição da República, lembrou, consagra o princípio da igualdade nos termos da qual ninguém pode ser prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da sua deficiência. Maria Chipalavela a­firmou que constituem tarefas fundamentais do Estado criar progressivamente as condições necessárias para tornar efectivos os direitos económicos, sociais e culturais dos cidadãos, promover o bem-estar, a solidariedade social e a elevação da qualidade de vida do povo, com destaque para os grupos populacionais mais ­desfavorecidos.A vice-governadora provincial disse que a proposta de Lei das Acessibilidades pretende que as novas construções tenham acessos ao parque edificado e que as urbanizações cumpram os requisitos de acessibilidade estabelecidos no novo diploma.
A reunião na cidade do Lubango foi promovida pelo Ministério da Assistência e Reinserção Social e Governo Provincial da Huíla.

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