Províncias

Descargas atmosféricas matam e ferem crianças

Estanislau Costa | Lubango

Pelo menos três crianças morreram e sete ficaram gravemente feridas, na passada segunda-feira, na comuna da Ngola, 180 quilómetros a norte da cidade do Lubango, província da Huíla, na se-quência de descargas atmosféricas que se registaram nos últimos tempos em vários pontos da localidade.

População continua a ser aconselhada no sentido de evitar construir em zonas de risco
Fotografia: Edições Novembro

Os dois garotos e uma menina que se encontravam a brincar num bairro da vila foram surpreendidos pelos raios que os imobilizou, seguindo-se fortes chuvas. 

O facto surpreendeu a comunidade local, tendo em conta o período prolongado de seca que assola a província da Huíla.
O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Inocêncio Hungulo, que avançou os dados ao Jornal de Angola, explicou que os agentes colocados no município de Caluquembe “removeram de imediato as vítimas do local do sinistro e aconselharam os populares a evitarem permanecer nos locais de atracção dos raios”.
Realçou que na comuna da Ngola e noutros pontos da província da Huíla já são conhecidos os locais que têm sido muito afectados pelas descargas eléctricas, pelo que muitos populares utilizam protectores rudimentares, com realce a pneus usados.
As enxurradas, disse, assustaram os habitantes da comuna, pelo facto da maior parte dos municípios da província da Huíla terem sido afectados pela seca prolongada, que já ceifou dezenas de cabeças de gado bovino e caprino, causando também o abandono das zonas de origem de um número considerável de famílias.
Para conter tais situações, o porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros defendeu a necessidade da instalação de pára-raios nas zonas com frequência de acontecimentos do género, sobretudo nas épocas chuvosas.

Casas na Caconda estão a ser vandalizadas

No município da Caconda, na Huíla, 20 casas construídas no âmbito dos 200 fogos habitacionais, que continuam a aguardar por moradores, estão a ser vandalizadas, situação que deixa muitos jovens, que sonham ter casa própria, descontentes.
A juventude local pede a quem de direito a resolução urgente do problema. “Uma casa quando não é habitada fica a deteriorar-se. Como se pode constatar, os sinais de vandalismo são visíveis. Vidros quebrados, portas e janelas partidas e fissuras na parede”, disse Francisco Camongua, à reportagem da Rádio Nacional de Angola.
Segundo Francisco Camongua, alguns beneficiários das casas alegam não as habitar devido à zona isolada onde se encontram e à falta de serviços sociais básicos.
José Lundo lamenta o mau estado das casas, uma vez que o Estado gastou avultadas somas em dinheiro.
“É triste ver casas a serem vandalizadas, quando há muita gente a precisar delas”, sublinhou o munícipe José Lundo, que defende a atribuição das moradias a quem precise e que se instale na região, o mais rápido possível, mais serviços sociais básicos.

Tempo

Multimédia