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Detidos exploradores ilegais de ouro

Arão Martins | Huíla

Mais de 40 exploradores ilegais de ouro foram detidos até finais de Dezembro último, no município de Chipindo, província da Huíla.

Foram também apreendidos pela Polícia diversos utensílios
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

O administrador municipal de Chipindo, Hélder Lourenço, que prestou a informação ontem, ao Jornal de Angola, disse que os cidadãos, todos nacionais, foram encaminhados ao Ministério Público.
Hélder Lourenço explicou que foram detidos cidadãos nacionais oriundos dos municípios da Caála, Catata e Cuima, província do Huambo, Caconda, Caluquembe, Cuvango e Jamba (Huíla), Bié e Cuando Cubango.
Os cidadãos em causa, acrescentou o administrador, foram detidos em flagrante delito, quando, na calada na noite, encontravam-se a explorar ilegalmente ouro, sobretudo na região de Tchiliva, arredores da sede municipal de Chipindo.
Segundo Hélder Lourenço, foram encontrados na posse dos cidadãos em causa picaretas, enxadas, limas, peneiras, painéis solares, rádios, bacias, baldes, tambores, carrinhos de mão e quantidades elevadas de cascalho.
No local, foram ainda apreendidos pratos diversos, bacias, motorizadas de duas e três rodas, vulgo “Aleluia avó veio”, cordas, roupa, calçados, cobertores e outros utensílios.
O administrador municipal de Chipindo, Hélder Lourenço, mostrou-se preocupado com a exploração ilegal de ouro, devido ao risco que a actividade acarreta. Garantiu que as autoridades competentes não vão dar tréguas aos infractores.
“Muitos cidadãos aliciam a população, com motorizadas e outros bens, em troca de ouro”, explicou, acrescendo que, para contornar tal prática, as autoridades administrativas trabalham com os sobas, igrejas e partidos políticos. Hélder Lourenço anunciou existirem empresas que estão a ser legalizadas para a exploração de ouro, de forma legal e coordenada. “Existem empresas que estão a ser legalizadas para poderem explorar o ouro”, referiu, acrescentando que "a exploração ilegal de ouro no Chipindo está proibida".
O administrador municipal de Chipindo lembrou que, por causa da exploração ilegal de ouro, a região registou, no princípio do ano passado, a morte de mais de 20 pessoas, por desabamento de terras. Tal acção, disse, fez redobrar o patrulhamento nas áreas que possuem ouro.

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