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Director-adjunto do SIC Abel Wayaha é julgado

O director adjunto da Huíla do Serviço de Investigação Criminal (SIC),  superintendente Abel Wayaha, é um dos arguidos do processo em que vão ser julgados, a partir da próxima segunda-feira, 31 indivíduos implicados no desvio de mais de quatro milhões de litros de combustível destinados a uma central térmica na cidade do Lubango.

Enormes quantidades de combustível eram desviadas
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

A data do início do julgamento foi confirmada ontem, à Angop, pelo procurador junto do SIC, Adão do Nascimento, que afirmou terem sido constituídos 31 arguidos, 23 dos quais encarcerados, com destaque para o director-adjunto do SIC, superintendente Abel Wayaha, enquanto os restantes respondem o processo em liberdade.
O desvio de combustível  começou em Novembro de 2015, mas só em Janeiro do ano seguinte foi descoberto, tendo o Estado sido lesado em 571,7 milhões de kwanzas, com os quais os arguidos, entre motoristas e técnicos da Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL), da Sonangol e oficiais do Serviço de Investigação Criminal (SIC) adquiriram viaturas, residências e outros bens, já confiscados pelas autoridades.
A investigação desenrolou-se em duas fases. Na primeira foram detidos elementos afectos à Prodel e Sonangol e, posteriormente, oficiais do SIC, suspeitos de terem recebido mais de seis milhões de kwanzas de suborno para libertarem detidos ou evitarem detenções de outros implicados no caso.
Estão também arrolados no processo os receptores do produto roubado, já que, segundo o procurador, sabiam que o negócio era ilegal, pois o preço real e oficial estipulado pelo Estado é de 135 kwanzas o litro de gasóleo, enquanto os mesmos pagavam no valor de 80 kwanzas cada litro.
O combustível desviado era para abastecer as subestações eléctricas do Lubango, concretamente da Arimba e do Ferroviário. Este é o terceiro caso mediático de roubo de combustível na Huíla, sempre envolvendo motoristas da Sonangol e transportadoras contratadas por esta, que buscam o produto a partir do Porto do Namibe, a 180 quilómetros do Lubango, fazendo descargas antes do destino.

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