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Distribuídos meios e sementes às cooperativas

Estanislau Costa e António Lopes | Lubango

Ferramentas de trabalho, sementes e fertilizantes foram distribuídos às cooperativas da província da Huíla, que abrangem 250.301. Esta medida permite às famílias do mundo rural o aumento dos espaços de cultivo, durante a campanha agrícola.

Executivo preocupado com a produção agrícola está a reforçar a capacidade dos camponeses com a entrega de meios
Fotografia: António Lopes | Lubango

Os meios distribuídos através do Programa de Extensão Rural contemplam também 360 pequenos agricultores empenhados no cultivo de cereais (milho, massango e massambala), feijão, ginguba e hortofrutícolas.
O vice-governador provincial para o sector Económico, Sérgio da Cunha Velho,  abriu a campanha agrícola na comuna de Bember. Afirmou que a distribuição dos meios visa reforçar a capacidade produtiva dos agricultores da província.
“A maioria dos produtores do campo foi afectada pelas estiagens prolongadas que assolaram a província da Huíla nos últimos dois anos, factor que contribuiu para a redução acentuada das colheitas”, disse.
O Executivo, preocupado com a situação, está a reforçar a capacidade produtiva dos camponeses, com a entregue de meios de trabalho e sementes.
Para a presente campanha agrícola, informou, foram preparados 605.191 hectares de terras aráveis da província, para o cultivo de milho, massango, massambala e feijão, na primeira época, assim como hortofrutícolas, no âmbito do aumento e diversificação da produção. O vice-governador para o sector Económico explicou que o cultivo ganhou novo impulso com equipamento mecanizado, técnicos agrários para avaliação da qualidade de solos e plantas, incluindo a entrega de gado para atracção animal e charruas.
Sérgio da Cunha Velho assegurou que está a ser prestada atenção especial à mulher rural, no processo de entrega de meios necessários para a prática da agricultura e criar já as condições para envolver novas famílias na produção agrária, com a distribuição de campos preparados. A criação de infra-estruturas de apoio ao sector agrícola, com destaque para os silos dos municípios da Matala, Caconda, Caluquembe e Lubango, os novos armazéns comunitários erguidos nas comunas com referências na produção agrícola, minimizam a carência de armazenamento das colheitas.
O vice-governador garantiu que a construção de equipamentos para auxiliar o sector agro-pecuário vai prosseguir para fortalecer a actividade dos produtores e fazer com que “nenhum agricultor hesite em ampliar os espaços de cultivo e diversificar a produção de alimentos em cada ano agrícola”.
A regularidade da chuva nas zonas produtivas da província da Huíla está a motivar os camponeses a aumentar as áreas produtivas e a permitir o envolvimento de mais famílias na produção.
O camponês Victor Severino, da Associação Agrícola de Camponeses de Mbembele da Ponte, situado na Matala, afirmou que as chuvas começaram no momento exacto e caiem “com muita regularidade, a continuar assim, vamos ser bem sucedidos no cultivo e nas colheitas”. Os 500 associados, a maioria mulheres, está a lavrar 100 hectares de milho, massango e massambala, perspectivando a mesma quantidade de feijão na segunda época produtiva.
“Os camponeses estão mais motivados a trabalhar com os apoios dados pelo Governo na preparação das terras e construção de armazéns comunitários e mercados nas zonas rurais”, disse Victor Severino.

 Triângulo agrícola

Os municípios de Chicomba, Caluquembe e Caconda são o “triangulo produtor” da Huíla. Os empresários agrícolas e camponeses da região produzirem anualmente grandes quantidades de milho, feijão, ervilha, batata-doce e outros alimentos.
A paz que permitiu ao Executivo criação de programas de impacto social e económico, desminagem dos campos de lavoura, favoreceu o regresso às zonas de origem de dezenas de famílias camponesas que com o apoio de meios de instalação e Crédito de Campanha contribuíram para a reactivação da lavoura.
Apesar das baixas na produção, sobretudo de milho, é visível nos pequenos mercados paralelos do município de Chicomba, a comercialização de quantidades consideráveis so cereal. João Abreu, um produtor de Chicomba, crê numa rápida recuperação das colheitas.
 “Queremos que as chuvas voltem a cair com regularidade e com as terras preparadas, alfaias, sementes e fertilizantes estamos em condições de produzir mais e termos mais excedentes”, afirmou João Abreu.

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