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Distribuídos terrenos para autoconstrução

Domingos Mucuta | Quilemba

A distribuição de lotes de terrenos pela Administração Municipal do Lubango   impulsiona  o processo de autoconstrução dirigida e a expansão da sede provincial da Huíla para a nova urbanização da comuna de Quilembas, informou ontem o administrador municipal adjunto para Área Técnica e Infra-estruturas.

Os beneficiários têm o prazo legal de três meses para o início das obras de construção e três anos para a conclusão em definitivo das obras
Fotografia: Domingos Mucuta | Quilemba

Barreto Ferreira sublinhou que a Administração do Lubango já entregou cerca de 300 lotes na nova urbanização da Quilemba, onde uma reserva bruta de 278.83 hectares está em preparação, para a expansão da vila.
O processo de entrega de terrenos, iniciado o ano passado na zona do rio Nangombe, continua com a distribuição de mais lotes à população interessada, à luz do plano de urbanização da comuna da Quilemba.
A segunda fase de entrega deste ano, orientada pelo administrador municipal adjunto para Área Técnica e Infra-estruturas, Barreto Ferreira, contemplou, na terça-feira, mais de 150 beneficiários, entre os quais viúvas e antigos combatentes.
Até ao momento estão disponíveis cerca de 1.334 lotes, de 600 e 1.000 metros quadros.
Os beneficiários têm o prazo legal de três meses para o inicio das obras de construção e três anos para a conclusão das obras. A construção de residências obedece a estrutura arquitectónica autorizada pela Administração Municipal, visando assegurar a harmonia e comodidade. A Reserva Fundiária do Estado na comuna da Quilemba, localidade que acolhe o maior mercado informal da província da Huíla, está em constante transformação, para acompanhar a dinâmica de desenvolvimento urbano da cidade do Lubango. O loteamento permitiu definir os terrenos, quarteirões e ruas. A nova estrada Lubango-Namibe e a linha férrea atravessam a localidade e impulsionam o seu desenvolvimento. O bloco de lotes integra uma extensão de terras dividida em duas áreas, com ruas e estradas secundárias e terciárias já demarcadas, para assegurar a fluidez do trânsito e o acesso às zonas habitacionais.
O espaço paralelo aos Caminhos de Ferro de Moçamedes alberga a cintura verde com 24 hectares. A nova zona habitacional dispõe de vários lotes destinados à actividade económica, para a construção de estabelecimentos comerciais e o mercado comunal, com 99.125 metros quadrados. O administrador municipal adjunto explicou que os serviços sociais básicos estão integrados. Acrescentou que está reservado um espaço de 195.605 metros quadrados para escolas, postos de saúde, infantários, espaços desportivos e recreativos.
A ausência de energia eléctrica e de sistemas de água canalizada é uma das principais preocupações dos novos moradores, mas o administrador municipal adjunto assegurou a abertura para breve de furos de água.

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