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Docentes e estudantes aprimoram conhecimentos

Arão Martins | Lubango

Docentes e estudantes universitários do Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced/Huíla), do curso de Linguística Aplicada ao ensino do Inglês, aprimoram desde ontem conhecimentos, na cidade do Lubango, visando a melhoria constante do processo de ensino e aprendizagem.

Participantes no seminário admitiram que muitos são os benefícios que a inovação tecnológica traz ao ensino de língua estrangeira
Fotografia: Arão Martins

Durante o workshop sobre “Didáctica inovadora, para uma aprendizagem com qualidade no curso de Inglês”, foram abordados temas que contribuem para estimular a criatividade dos estudantes na criação de técnicas de ensino e o aumento do reportório de técnicas de inglês aos docentes, bem como a criação da cultura de inovar trabalhos na sala de aulas.
O responsável do departamento de Inglês do Isced/Huíla, Délcio Tueuhanda, disse ao Jornal de Angola que participaram do workshop docentes e estudantes universitários das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.
Segundo o responsável, foram debatidos também temas sobre “O ensino dos advérbios de frequência”, “As estratégias do ensino do vocabulário”, “O ensino do inglês através da música”, “Prática do vocabulário na leitura”, “O uso dos gestos e da poesia na sala de aula”, entre outros.
Délcio Tueuhanda explicou que o workshop foi organizado pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced/Huíla), através do Departamento de Letras Modernas e a secção de Inglês, visando a contínua melhoria das técnicas e metodologias adequadas ao sistema de ensino, primando sempre pela inovação. O chefe da secção de Inglês do Isced/Huíla disse que as transformações constantes que ocorrem e que se fazem acompanhar das inovações tecnológicas exigem um acompanhamento de todos e os docentes e estudantes universitários do curso de Linguística Aplicada ao Inglês não fogem à regra.
“O objectivo do departamento é atingir patamares de países que, apesar de terem o inglês como língua estrangeira, contam com bons falantes, o que passa pela formação e actualização constante dos docentes”, sublinhou Délcio Tueuhanda. Com a realização deste workshop, referiu, pretendeu-se incentivar os professores a melhorar a maneira como ensinam, para que a qualidade dos falantes da língua inglesa não pare de crescer.
“Como o mundo do trabalho vai-se modificando ao redor de nós, a necessidade de aprender de forma eficiente, proveitosa e rápida também vai crescendo”, afirmou Délcio Tueuhanda, para quem aquilo que se aprendeu a fazer de maneira certa há alguns anos, especialmente nas áreas influenciadas pela tecnologia, pode não ser já aproveitável ou adequado, o que torna importante fazer um recurso à informação e interacção com o mundo globalizado e a língua inglesa destaca-se como o veículo de maior utilização para esta comunicação”, disse.
Délcio Tueuhanda afirmou que muitos são os benefícios que a inovação tecnológica traz ao ensino da língua estrangeira. Acrescentou que existem ainda outras facilidades ao colocar-se o aprendiz em contacto directo e imediato com outros falantes da língua estudada, numa constante inter-relação motivadora e muito produtiva no
que respeita à prática, especialmente da escrita e da leitura, que deve ser constantemente  motivada e incentivada aos docentes e estudantes. O responsável disse que se verificam muitas mudanças no ensino de línguas estrangeiras nos últimos anos e a cobrança no mercado de trabalho pelo conhecimento de uma segunda língua aumentou a procura pelos cursos, provocando uma revolução na metodologia das escolas de idiomas, o que beneficia os alunos.
Disse que existem metodologias dinâmicas que contribuem para a melhoria na qualidade do ensino, tais como a utilização de equipamentos de som, televisores, vídeos, computadores e outros.
Para melhorar as técnicas e uma fala fluente, aconselhou o docente universitário, é preciso criar o hábito de leitura dentro e fora da sala de aulas, bem como o uso da pesquisa, através de websites, que já proporcionam técnicas avançadas.
Délcio Tueuhanda fez uma avaliação positiva do desempenho dos estudantes no curso de Inglês. Explicou que uma boa parte dos estudantes, acima de cinquenta por cento, aprovou de forma directa.
Referiu também que o ano prestes a terminar foi igualmente produtivo na medida em que se aumentou o número de defesas anuais para mais de 20 estudantes, o que era impossível nos anos anteriores, por falta de professores e/ou orientadores.
Délcio Tueuhanda disse que, para o próximo ano, o número de professores aptos a orientar os trabalhos de fim de curso vai aumentar de três para sete. O responsável do departamento de Inglês do Isced acrescentou que a maior parte dos professores já está com o grau de mestre e com a categoria permitida por lei para orientar, uma realidade que vai aumentar o número de defesas.

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