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Docentes forjam motivos para leccionar na cidade

Arão Martins | Lubango

Os casos de professoras colocadas em municípios na província da Huíla que pe-dem transferência para à ci-dade do Lubango, alegada-
mente por estarem grávidas e em situação de risco têm sido recorrente.

Muitas professoras pedem transferência para à cidade
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

O governador provincial da Huíla, João  Tyipinge, que prestou esta informação, disse que todos os dias recebe re-querimentos de professoras que leccionam no interior a solicitar transferência para o Lubango. “No acto da colocação as professoras aceitam o desafio de trabalhar no interior do município, passando algum tempo, fabricam  ar-gumentos para regressar ao Lubango. Isso não é justo!”, deplorou.
 Na altura do concurso pú-blico  para admissão de professores , segundo João Tyipin-
ge, os concorrentes são informados que irão apenas trabalhar fora da cidade do Luban-
go, mas ainda assim,  depois de algum tempo arranjam artimanha e pedem transferência  para a cidade do Luban-go. “Só depois de algum tempo de trabalho os professores pe-dem transferência alegando que estudam no Lubango,” disse Tyipinge, para acrescentar que, “quem está colocado no município dos Gam-
bos, situado a 150 quilómetros do Lubango, por exemplo, não consegue fazer o trajecto diário Lubango/ Gambos e estar a horas no local de trabalho. Portanto, não é possível percorrer esta distância todos os dias, e sem carro próprio, e estar no serviço a horas”.
 O responsável máximo da província da Huíla lembrou que os próximos concursos públicos para admissão de professores , conforme orientação do Executivo, serão feitos nas respectivas localidades. “Este método visa beneficiar, em instância, as pessoas onde serão feitos os concursos pú-blicos”, disse.  
O governante informou ainda que até 2016, a província da Huíla tinha um défice de 3.095 professores, e em face disso, no ano passado foram admitidos cerca de 400 docentes. 

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