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Doença desconhecida provoca mortes

Arão Martins | Caluquembe

As autoridades sanitárias do município de Caluquembe, na província da Huíla, registaram, de 24 a 29 de Janeiro, a morte de cinco pessoas, no Hospital da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), causada por uma doença por identificar.

Parte frontal do hospital do município de Caluquembe afecto à Igreja Evangélica Sinodal de Angola onde se registaram os casos de morte
Fotografia: Jaimagens

O supervisor clínico daquela unidade sanitária, António Francisco Salomão, explicou ontem, ao Jornal de Angola, que os falecidos tinham idades compreendidas entre 18 a 35 anos e apresentavam sintomas de febres altas, cefaleias, dores musculares, hemorragia bocal e nasal.
“Os pacientes são todos provenientes de Luanda e chegaram com a coloração amarelada nos olhos, diarreia, vómitos e desidratação”, disse António Francisco Salomão, acrescentando que foram apanhados de surpresa, visto ser uma sintomatologia rara naquela unidade sanitária.
O supervisor clínico esclareceu que foram casos isolados que apareceram e que a situação epidemiológica local é estável.
O hospital de Caluquembe, informou, continua a registar uma afluência de pacientes que são provenientes de várias partes do país, por causa do paludismo, febre tifóide e outras patologias.
O hospital, esclareceu o responsável, atende diariamente entre 20 a 40 doentes. Garantiu que, apesar da actual conjuntura, o hospital está apetrechado de medicamentos essenciais, embora haja carência em certas situações.
A unidade sanitária, que é tida como de referência na região, tem capacidade de internar 185 doentes e são prestados serviços de ortopedia, cirurgia, maternidade, pediatria, lepra e tuberculose.
O administrador municipal de Caluquembe, José Arão Nataniel, disse que depois do registo dos primeiros casos, as autoridades prontamente accionaram os mecanismos apropriados para o envio das amostras ao Ministério da Saúde, para o devido esclarecimento. As autoridades administrativas locais, disse o administrador municipal, convocaram rapidamente uma reunião de emergência para tomar as devidas providências. “Nesta reunião, concluiu-se que as amostras colectadas foram enviadas à sede da província, para posteriormente serem encaminhadas à capital do país, para o exame específico”.
José Arão Nataniel disse que a administração municipal traçou um plano operacional de emergência, integrado por todos os membros, profissionais de saúde do hospital da IESA, autoridades tradicionais, entidades eclesiásticas, para um trabalho colectivo de profilaxia e sensibilização da população sobre os sintomas.
A rede sanitária de Caluquembe é composta por 23 unidades sanitárias, das quais dois hospitais, um público e outro da IESA.
A região dispõe ainda de cinco centros de saúde e um número elevado de postos de saúde, nas comunas da Negola, Calepi e sede Sandula. A patologia mais frequente é a malária.

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