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Elaboração de mapas sanitários Para os municípios e províncias

Domingos Mucuta | Lubango

O director nacional da Saúde Pública, Miguel de Oliveira, defendeu ontem, na cidade do Lubango,  a elaboração de mapas sanitários municipais e provinciais para permitir que as autoridades definam da melhor forma o plano de gestão, construção e distribuição de unidades hospitalares, recursos humanos e tecnológicos.

Fotografia: JaImagem.com

Ao falar durante uma acção formativa dirigido a técnicos do sector da Saúde da Huíla sobre a necessidade de elaboração de mapas sanitárias,  Miguel de Oliveira disse que o objectivo é diagnosticar com maior profundidade a capacidade dos serviços sanitários existentes em cada município.
O director nacional garantiu que o processo na Huíla arranca após a conclusão da formação dos técnicos dos municípios do Lubango, Matala e Quilengues para, referiu, posteriormente se estendera a outras províncias, onde também vão ser definidos micro áreas, subáreas, áreas e regiões sanitárias.
Para o director nacional da Saúde Pública, a identificação das necessidades em termos de infra-estruturas, pessoais e de tecnologia facilita a concepção de plano e estratégia de actuação para preenchimento de lacunas, visando a melhoria da qualidade de serviços prestados ao público.
Miguel de Oliveira reconheceu a importância dos mapas por ser um instrumento de gestão, que ajudam as autoridades sanitárias a definir prioridades em termos de construção de novas unidade sanitárias e a colocação de recurso humanos a nível de cada região.
“Os mapas permitem-nos reunir maiores informações para uma gestão adequada. A Huíla é a primeira província a acolher este projecto. Cada município pode concentrar várias áreas em função da localização de unidades hospitalares”, disse Miguel de Oliveira.
Para um melhor enquadramento deste processo, esclareceu que os hospitais regionais são obrigados a atender os pacientes geograficamente adstritos à circunscrição e o encaminhamento ou transferência só é feito caso se justifique. O programa  conta com o apoio da União Europeia e surge em resposta da Lei de Base do Sistema de Saúde que estabelece os mecanismos legais para a organização em forma de pirâmide de regiões sanitárias de nível primário, secundário e terciário.
O director nacional disse que à luz desta lei, os pacientes devem, em primeiro instância, ir aos postos ou centros de saúde mais próximos da sua residência, evitando, deste modo, a acumulação de doentes nas unidades sanitárias.
“Temos notado com frequência os doentes a se dirigirem nos hospitais de referência, quando antes deviam ser consultados nos centos médicos da região onde residem, cabendo os técnicos de saúde avaliar se há ou não necessidade de o paciente ser  evacuado para outro posto de maior dimensão. Este seria a lógica para se evitar a aglomeração nas unidades sanitárias”, frisou Miguel de Oliveira, que foi igualmente recebido pela vice-governadora Maria João Chipalevala.

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