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Empreiteira substituída por incumprimento

André Amaro |Lubango

As obras de reabilitação do troço rodoviário Cacula/Quilengues, num percurso de 56 quilómetros, retomam no início do próximo ano, depois de estarem paralisadas durante dois anos devido à incapacidade do empreiteiro.

Muitos quilómetros de estradas deixaram de ser reabilitadas porque os empreteiros não cumpriram com as clásulas contratuais
Fotografia: Arimateia Baptista

As obras de reabilitação do troço rodoviário Cacula/Quilengues, num percurso de 56 quilómetros, retomam no início do próximo ano, depois de estarem paralisadas durante dois anos devido à incapacidade do empreiteiro.
Os trabalhos serão executados pela empresa Engevia, em substituição da Prolage, à qual tinha sido adjudicada inicialmente as obras, devido ao incumprimento dentro dos prazos estabelecidos no contrato.
O director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola na Huíla (INEA), Florêncio Teófilo, que prestou a informação, garantiu que a nova empresa vai executar os trabalhos num prazo inferior a um ano.
O director esclareceu que, neste momento, a Engevia mobilizou todos os meios técnicos no terreno para início das obras, cujo arranque está dependente da diminuição das chuvas.
Apesar do troço estar em mau estado, por causa das chuvas intensas que se abatem na localidade, a Prolage já tinha realizado trabalhos relativamente à acomodação do tráfico, colocação de passagens hidráulicas e asfaltagem, numa extensão de dez quilómetros, explicou.
De acordo com Florêncio Teófilo, numa primeira fase, a empreiteira vai terraplanar as áreas para viabilizar a circulação das viaturas e, posteriormente, dar continuidade aos trabalhos.
Frisou que, nesta altura, a maior preocupação reside nas intensas chuvas que caem, uma vez estarem a dificultar o início dos trabalhos, assim como a circulação dos automobilistas que vão e regressam de Benguela, Luanda e Kwanza-Sul.
A retomada das obras do troço deixou satisfeito o administrador municipal de Cacula, Arelho Firmino, que considera a estrada como um veiculo impulsionador do desenvolvimento socio-económico do município.
Arelho Firmino disse que, pela sua área de jurisdição, passa uma estrada internacional muito importante, através da qual circulam, diariamente, dezenas de camiões que ligam a República da Namíbia a Angola e vice-versa.
O administrador acredita que a reabilitação deste troço vai atrair mais investimentos para o município nas áreas de hotelaria e turismo, promover trocas comerciais e gerar mais postos de trabalho para a juventude.
A notícia do reinício das obras do troço Cacula/Quilengues constituiu uma boa nova para o camionista Mário Salombongo que, semanalmente, consome cerca de duas horas para percorrer os 56 quilómetros.

Automobilistas manifestam satisfação


Para Mário Salombongo, as suas súplicas foram ouvidas depois de muitos anos porque, finalmente, o único troço não asfaltado que liga o Lubango a Benguela vai ser reabilitado e asfaltado.
“ Ninguém imagina os transtornos causados aos automobilistas, sempre que circulávamos neste percurso, sobretudo no tempo chuvoso, devido à dimensão dos buracos”, desabafou.
Para Damião Correia, motorista de uma operadora de autocarros que diariamente transporta passageiros do Lubango a Benguela, a reabilitação da estrada vai ajudar a reduzir os custos com acessórios.
O mau estado da via tem criado muitos prejuízos em pneus, molas, amortecedores e outros acessórios e provocado alguns acidentes na via, sublinhou.
Damião e outros usuários da via, interpelados pela nossa reportagem, não esconderam a satisfação em saber que o troço rodoviário Cacula/Quilengues vai ser reabilitado nos próximos tempos.

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