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Encontro defende maior divulgação

Arão Martins | Lubango

A responsável do Departamento Provincial de Protecção à Criança do Instituto Nacional da Criança na Huíla defendeu ontem no Lubango a realização contínua de campanhas maciças de divulgação dos direitos da criança.

As crianças têm vários direitos que tanto os encarregados de educação como os professores têm a obrigação de proteger
Fotografia: Arão Martins

A responsável do Departamento Provincial de Protecção à Criança do Instituto Nacional da Criança na Huíla defendeu ontem no Lubango a realização contínua de campanhas maciças de divulgação dos direitos da criança.
Inês Pimentel, que no acto de abertura de uma acção de formação sobre Disciplina Positiva, promovida pelo Instituto Nacional da Criança (INAC), através da direcção dos serviços provinciais da Huíla, sublinhou a importância de continuar a sensibilização da sociedade para a protecção da criança e a mobilização de recursos para a sustentabilidade dos progressos já alcançados.
O encontro, que encerrouontem, insere-se no quadro da concretização dos 11 compromissos do Executivo para com a criança, à luz da Convenção sobre os Direitos da Criança e da Constituição da República de Angola.
Inês Pimentel referiu que o encontro, numa parceria com a Organização Não-Governamental Nacional Twana-Angola, destina-se aos parceiros sociais governamentais, ONG, membros da Rede Criança, Igreja e agentes da sociedade civil e tem por objectivo a consciencialização e desenvolvimento das competências no campo da educação.
O encontro teve ainda por objectivo melhorar os conhecimentos do processo de aprendizagem das crianças, consciencialização de importância e efeitos de disciplina positiva para as crianças e os seus educadores. O educador social da Organização Não-Governamental Twana-Angola, João Adelino, esclareceu que as crianças têm vários direitos, cujos pais, encarregados de educação e outros têm a obrigação de proteger.
João Adelino acrescentou que estes direitos estão inscritos na Convenção Internacional dos Direitos da Criança e na Carta Africana sobre bem-estar da Criança e outros documentos. A Convenção dos Direitos da Criança, disse, é uma carta de princípios que todos os povos e respectivos governos devem reconhecer, respeitar e inserir nas suas próprias leis. João Adelino adiantou que educar é, entre outras coisas, influenciar o educando e prepará-lo para enfrentar a vida social.O moderador do tema sobre Violência Contra a Criança, o coordenador geral da Twana-Angola, Adilson Caldeira, disse que qualquer acto consciente ou não que prejudique ou comprometa a curto, médio ou longo prazo o desenvolvimento integral da criança constitui violência.
Adilson Caldeira disse que existem vários tipos de violência, como bater na criança ou outra forma de castigo, humilhar, gritar para a criança, privar a criança de se alimentar, forçar a criança a fazer algo contra a sua vontade e não cuidar dela.
Adilson Caldeira afirmou que a criança, ao ser violentada perde a auto-estima, fica tímida, isola-se, fica com baixo rendimento escolar e adquire uma cultura de violência.
O coordenador geral da Twana-Angola pediu maior responsabilidade dos pais, encarregados de educação e não só, de modo a que o desenvolvimento da criança seja cada vez mais salutar.

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