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Energia eléctrica reduziu a metade

Arão Martins | Lubango


A distribuição de energia eléctrica à cidade do Lubango regista um défice de 59 por cento. Segundo o director da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Hilário da Conceição, a produção e distribuição de energia eléctrica está a ser processada através de uma componente hídrica e outra térmica, perfazendo um total de 41 por cento de fornecimento.

A distribuição de energia eléctrica à cidade do Lubango regista actualmente um défice de 59 por cento, revelou na quinta-feira o director provincial em exercício da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Hilário da Conceição.
O responsável, que falava numa conferência de imprensa, disse que a produção e distribuição de energia eléctrica está a ser processada em dois níveis de produção, através de uma componente hídrica proveniente da Matala e a subestação térmica do Lubango, perfazendo um total de 41 por cento de fornecimento.
Hilário da Conceição adiantou que na central hídrica da Matala existem três grupos instalados com capacidade de 40,8 megawatts, dos quais, actualmente, apenas estão disponíveis 27, 2.
“A capacidade efectiva da Matala é de sete megawatts. Isso deve-se à estiagem. Estamos com um nível da albufeira da Matala de 1.303,4, que é o nível mínimo para fazer trabalhar as máquinas”, acrescentou. Na semana passada, o nível da albufeira da Matala atingiu 1.304,16, o que é ínfimo para poder fazer funcionar com normalidade as máquinas.Como alternativa, a ENE tem de recorrer a uma bomba auxiliar para poder bombear a água e refrigerar as máquinas. Relativamente à componente térmica instalada no Lubango, inicialmente com 48 grupos, com uma capacidade de 57,6 megawatts, neste momento ela é de 16 a 18 megawatts e a efectiva anda entre os oito e nove megawatts.
Para minimizar a situação, a ENE elaborou um plano de restrições, que vigora desde o dia 26 de Setembro, para permitir que todos os clientes legais possam beneficiar do fornecimento de energia eléctrica em horas estipuladas por áreas.O fornecimento de energia eléctrica está a ser feito apenas num período de seis horas e a província do Namibe não está a receber energia proveniente da Matala. “Toda a que é lá produzida é canalizada para o município com o mesmo nome, Quipungo e Lubango”, disse.
Entretanto, a ENE instalou 1.500 contadores para permitir um maior controlo no consumo de energia eléctrica ao domicílio. Hilário da Conceição informou que até ao primeiro semestre do próximo ano vão ser colocados 8.500 contadores. A ENE na Huíla possui 47.l 240 clientes.

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