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Enfermeiros eventuais sem salário há 34 meses

Arão Martins | Galangue

Enfermeiros eventuais da comuna do Galangue, município do Cuvango, estão há 34 meses sem receber os seus subsídios, informou o administrador comunal.

Centro médico do Galangue funciona apenas com 17 técnicos de enfermagem e com o apoio de alguns agentes comunitários
Fotografia: Arão Martins | Galangue

Pedro Ndala, que prestou a informação à margem da primeira visita que o novo governador provincial da Huíla, Luís Nunes, efectuou àquela localidade, disse que a situação tem estado a criar sérios constrangimentos às autoridades administrativas locais.
O administrador revelou que a comuna de Galangue controla 30 trabalhadores no geral, dos quais 17 técnicos de enfermagem, sendo sete do quadro orgânico, bem como dois auxiliares de limpeza e dez agentes comunitários de saúde, distribuídos em dez unidades sanitárias, algumas de construção definitiva, que mensalmente recebem kits de medicamentos.
Paulo Ndala disse que as preocupações da população local, estimada em mais de 35.000 habitantes, são várias. Salientou a falta de energia eléctrica na comuna, o mau estado das vias de acesso, principalmente a que liga a comuna à sede municipal. 
O responsável disse que a falta de imputs agrícolas mecanizados, a vedação do centro de saúde, anexado à morgue, cozinha, lavandaria e incinerador, preocupam as autoridades administrativas.
Pedro Ndala sublinhou  que a comuna clama pela reparação dos sistemas de abastecimento de água potável, avariado desde Junho de 2017, e pela rede de energia eléctrica do centro de saúde, que está às escuras desde o ano passado.
A construção de mais escolas e de sistemas de abastecimento de água potável nas regedorias e povoações, o aumento do efectivo policial, a construção da cadeia, o refeitório, a cozinha e a falta de meios de transporte são outras preocupações do administrador comunal do Galangue.
Paulo Ndala disse que se afigura urgente a construção do edifício da administração comunal, bem como a regularização dos subsídios, uniformes e motorizadas para as autoridades tradicionais. “A ausência de campanhas de vacinação bovina na comuna do Galangue está a causar a morte de animais”, disse.
A comuna controla 6.126 bovinos, 4.196 caprinos, 1.965 suínos e 3.016 aves. Segundo o responsável, desde 2015 que a localidade  não é abrangida pelo Programa de Vacinação do Gado.

Novas construções

Cinco residências do tipo T2 e T3, para o administrador comunal e o seu adjunto, médicos e professores estão, desde ontem, a ser erguidas na sede comunal do Galangue.  Nesta localidade está ainda em curso a  construção de uma escola com seis salas de aula, cujos trabalhos vão custar 100 milhões de kwanzas aos cofres do Estado. O governador provincial da Huíla, Luís Nunes, colocou a primeira pedra e testemunhou o início dos trabalhos, que vão decorrer, no máximo, num período de um ano.
O empreiteiro identificado por Auto-Cas, que abandonou, em 2011, as obras de construção de duas escolas de seis salas de aula cada,  na aldeia de Cambole, município do Cuvango, pode responder em tribunal nos próximos tempos. Luís Nunes disse que o Governo fez o pagamento das obras na totalidade e a construtora abandonou-as com menos de 30 por cento de execução, o que constitui uma ilegalidade, pelo que as autoridades judiciais vão ser chamadas a intervir.

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