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Enfermeiros têm papel determinante nos serviços

Arão Martins| Lubango

O vice-governador da Huíla para o sector económico reconheceu no Lubango os avanços do sector da Saúde na prestação de serviços às populações da província, com a aplicação do subprograma do Executivo de Cuidados Primários de Saúde.

O vice-governador Cunha Velho destacou o desempenho dos enfermeiros da província que não se têm poupado a esforços na sua actividade diária
Fotografia: Dombele Bernardo

Ao discursar na abertura das jornadas comemorativas do Dia do Enfermeiro, que se assinala no próximo dia 12, Cunha Velho disse que o subprograma faz parte das acções destinadas a alcançar resultados positivos consagrados no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013/2017, cuja tarefa e êxitos são da responsabilidade directa dos profissionais e dos enfermeiros em particular.
O Executivo tem canalizado vários recursos e elaborado programas que estão a permitir, cada vez mais, melhorar a prestação de serviço de saúde à população, de modo a atingir os objectivos do Milénio.
Ao destacar o papel desempenhado pelos enfermeiros, considerou tratar-se de uma das mais importantes profissões no sector da Saúde, visto serem os primeiros a socorrerem os pacientes.
“O trabalho do enfermeiro não tem fim, pois começa por dar os primeiros socorros e ainda presta auxílio ao médico. Trata-se de uma antiga profissão e devemos orgulhar-nos pelo trabalho que eles desempenham. Não é fácil lidar com pessoas que padecem de enfermidades diversas e de todas as idades”, reconheceu.
Em função dos vários programas do Executivo, disse, as equipas de enfermeiros dedicam o seu tempo a cuidar de pacientes e, em função disso, os hospitais e centros médicos registam uma melhoria substancial na assistência médica e medicamentosas.
Este ano, os enfermeiros de Angola estão a desenvolver actividades em várias regiões do país, sob o lema “Enfermeiro uma força para transformação, um recurso vital para a Saúde”. O presidente da Associação Provincial dos Enfermeiros na Huíla, Joaquim Kambanda, disse que a enfermagem é a arte de cuidar, cuja essência assenta no cuidado ao ser humano individualmente, na família ou em comunidade, de modo integrado. 
A principal tarefa do enfermeiro, prosseguiu, é assistir os doentes, com o objectivo de promover a sua recuperação.
O técnico de enfermagem é um profissional que trabalha integrado com vários colaboradores directos, como o médico, psicólogo, analista, farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, entre outros. “Os enfermeiros cuidam dos pacientes em ambulatório ou internato, nos hospitais, clínicas, ou nas residências. É preparado para dar resposta às necessidades dos utentes dos nossos serviços”, precisou.
A direcção Provincial da Saúde na Huíla conta com 1.960 enfermeiros, distribuídos em 847 grupos de auxiliares de enfermagem, 873 técnicos de enfermagem, 18 técnicos de enfermagem especializados, 202 enfermeiros que exercem cargo de direcção e chefia, 17 enfermeiros licenciados e três especialistas.
O presidente da associação reconheceu o nível académico e profissionais dos enfermeiro da província da Huíla e referiu que muitos sãos licenciados graças às acções que têm sido desenvolvidas pelo Executivo, em prol do bem-estar das populações.
Joaquim Kambanda considerou essencial o reconhecimento da enfermagem como profissão, em função da introdução da figura do director de enfermagem no sistema de saúde e a especialização em várias áreas.
“Hoje, a enfermagem está voltada para a pediatria, puericultura, doenças contagiosas e transmissíveis, saúde materna, otorrinolaringologia, anestesia e reanimação. Também tratam da instrumentação, gastrenterologia, psiquiatria, oncologica, cardíaca, ortotraumatologia e especialização de serviços de saúde”, salientou.
Em termos de reivindicações profissionais, salientou que os enfermeiros da Huíla querem ver solucionadas as questões relacionadas com a remuneração do tempo completo acrescido e outras horas extra, sobretudo em instituição onde há défice de enfermeiros.
O presidente da associação dos enfermeiros defendeu, ainda, a inscrição dos 122 técnicos, 51 dos quais auxiliares de enfermagem que concluíram o curso médio, 33 do cursos de especialidade, 34 licenciados em enfermagem e mais quatro técnicos que terminaram cursos de especialização.

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