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Ensino com nova dinâmica na Huíla

Arão Martins| Lubango

A Coordenação Provincial do Ensino e Pós-graduação em Ciências Médicas da Huíla tem inscrito para o ano académico 20­15, do primeiro ao terceiro ano, 72 estudantes, nas especialidades de Pediatria, Obstetrícia, Medicina interna, Maxilofacial, Urologia, Ortopedia e Cirurgia geral.

Dezenas de estudantes matriculados no curso de pós graduação em ciências médicas na província da Huíla cujo ano lectivo foi aberto no Lubango
Fotografia: Eduardo Cunha

Ana Neves, coordenadora provincial do Ensino e Pós-graduação em Ciências Médicas na Huíla, disse, na cerimónia de abertura do ano lectivo 2015 que, para este ano, estão disponíveis 28 professores, distribuídos pelas  diversas especialidades.
A coordenadora provincial reconheceu que o internato tem registado avanços. “Durante o ano académico de 2014 houve alguns incumprimentos por parte dos docentes. E depois de alguns encontros estamos preparados para um ano melhor.”
Ana neves disse ter havido constrangimentos em 2014  no cumprimento do regulamento do internato de especialidade, feito pelo Conselho Nacional do Pós-graduação, e informou que houve carência de equipamento e de bibliografia. Mesmo assim, indicou,  observam-se progressos significativos nesta área.
A vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Chipalavela, disse que os indicadores da componente de saúde têm a ver com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um desafio que o Sistema Nacional de Saúde enfrenta.
Maria João Chipalavela afirmou ser importante capacitar os técnicos para assegurarem competências nas áreas das ciências médicas e do sistema de saúde, para um melhor atendimento e fomento da investigação científica. “Os especialistas devem dispor de mais tempo para melhorarem a qualidade dos serviços.
A vice-governadora defendeu ser necessário manter a eficiência na área de saúde, para  a nova dinâmica de aprendizagem poder atingir a excelência. “Precisamos de mais dedicação, mais humanização no acto de cuidar, para que os cidadãos se sintam seguros ao dirigirem-se aos hospitais”, disse.
Maria João Chipalavela defendeu a necessidade da cultura preventiva e falou da importância de capacitar os indivíduos, as famílias e as comunidades para  poderem  participar no processo de melhoria da qualidade dos serviços de saúde. “A vida é o bem maior que temos”, disse, realçando a necessidade da humanização na saúde.
A vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social explicou que o Plano Nacional de Desenvolvimento responde aos desafios, principalmente na área da investigação científica. “Neste novo ano lectivo, os orientadores e os que têm a missão de passar os conhecimentos e as habilidades, experiências e competências, devem aprender também o sentido da partilha”, disse a vice-governadora da Huíla para o Sector Político e Social.

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