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Entrega de lotes promove autoconstrução

Domingos Mucuta | Lubango

A distribuição de lotes de terrenos nas novas urbanizações da província da Huíla   vão dinamizar a autoconstrução dirigida e o realojamento das famílias em zonas seguras, disse, no Lubango, o director provincial do Urbanismo e Habitação.

Governo Provincial da Huíla procede a arranjos nas ruas dos bairros onde são realojadas as famílias retiradas de zonas de risco
Fotografia: Santos Pedro

António Abílio explicou que a identificação de reservas fundiárias do Estado permite a criação de espaços dignos para as famílias terem uma vida melhor. Mais de cinco mil pessoas foram  contempladas com o programa de distribuição de terrenos, iniciado em 2010, com a urbanização das novas zonas habitacionais e a transferência das famílias que residiam em zonas de risco.
O director provincial do Urbanismo e Habitação referiu que a iniciativa preveniu a ocorrência de tragédias, na medida em que muitas famílias que viviam nas encostas dos morros, ao longo da linha férrea e em outras zonas foram retiradas e colocadas em sítios seguros.
Disse que os cidadãos abrangidos receberam terrenos com  de mil metros quadrados de extensão nas zonas da Tchavola e Chimucua, comuna de Quilemba, e na urbanização do Eywa.
"O Governo apoiou as famílias vulneráveis com chapas de zinco e  pedras", afirmou António Abílio, que lamentou o comportamento de algumas pessoas que mesmo depois de reassentadas em lotes de terrenos nas novas zonas com plano urbanístico definidos voltaram a ocupar espaços em áreas de risco.
O processo, explicou, abrangeu 2.279 pessoas que residiam próximo da linha férrea, 131 da encosta da serra, 1.156 do rio Mucufi e 536 da zona arco-íris, tendo estes recebido terrenos em áreas urbanizadas.
O responsável adiantou que foram também beneficiadas 225 famílias abrangidas pelo projecto de abertura da estrada entre o centro comercial Millennium e a Igreja da Lage. “As pessoas são realojadas em zonas com planos urbanísticos definidos e, em alguns casos, dispõem de infra-estruturas sociais de água, energia e vias de acesso", disse.
A zona do rio Nangombe, arredores da comuna da Quilemba, dispõe de 660 hectares da reserva fundiária do Estado, identificados e urbanizados pela administração municipal para a expansão da cidade.
Os trabalhos de urbanizações realizadas pela equipa técnica permitiram a definição de mais de 2.500 metros de lotes de mil metros de cada loteamento. O processo de distribuição de terrenos desta zona iniciou o ano passado, com a entrega de título de propriedade aos novos ocupantes para construírem as suas moradias. A nova urbanização possui uma área de 195.605 metros quadrados para equipamentos sociais, 10.169 metros para estacionamento, 79.993 metros quadros para cemitério e 181.417 para zonas verdes.

Protecção e Bombeiros


Os Serviços de Protecção e Bombeiro na Huíla, em parceria com as administrações dos bairros, continuam a sensibilizar as famílias que residem em zonas de riscos para saírem destas áreas, com vista a evitar mais mortes. O porta-voz do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiro, Inocêncio Hungulo, disse que as várias palestras realizadas em escolas, igrejas e administrações municipais visam sensibilizar a população a abandonar as zonas de risco, mediante a solicitação de terrenos às autoridades.
O processo, que teve início, em 2010, já foi realizado nos municípios do Lubango, Jamba, Caluquembe, Caconda, Quilengues e Humpata, numa altura em que as zonas de risco continuam a merecer a atenção das autoridades, sobretudo durante a época chuvosa.
“A nossa tarefa não é só intervir quando acontece uma catástrofe, porque sabemos que mais vale prevenir que a remediar. Para nós, o essencial é defender as vidas humanas”, rematou Inocêncio Hungulo.

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