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Escola agrária produz cereais

Arão Martins| Tchivinguiro

A produção de cereais, hortícolas e frutícolas ao longo do canal de irrigação do Complexo Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, vai conhecer um aumento, no próximo ano, com a construção de uma represa de água.

Melhor aproveitamento da água dos rios vai ajudar no aumento da produção agrícola
Fotografia: Arimateia Baptista

O director do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro (IMAT), Francisco Ebo, disse que a criação da represa de água vai surgir em resultado da visita efectuada pelo Grupo Técnico de Apoio à Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros.
Francisco Ebo informou que o complexo tem uma área cultivável de 250 hectares, dos quais 25 de regadio, com a produção de milho, massango, massambala, hortaliças e fruteiras.
Esclareceu que nas áreas de regadio estão disponíveis dois canais de irrigação. Mas, por falta de reabilitação, o seu aproveitamento é ainda deficiente, dai que a criação de uma represa abrange também a recuperação dos canais.
O complexo pode dispor ainda do sistema de rega gota a gota e por aspersão, o que vai permitir expandir as áreas de cultivo.
Existe no complexo uma nascente de água canalizada para as áreas de cultivo. Devido às perdas no canal por falta de reabilitação, o volume do caudal chega às áreas de cultivo a um nível muito baixo.
Com a criação da nova represa, a quantidade de água vai ser aumentada de forma significativa. O director do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro afirmou ainda que a construção da represa de irrigação vai ser um contributo valioso para o Programa de Combate à Pobreza no meio rural, com a produção em grande escala.
A concretização do projecto permite aumentar os níveis de produção do milho produzido pelos estudantes do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro. Com a efectivação do projecto, a produção de hortaliças vai ser melhorada. 
O IMAT é uma escola pública, vocacionada para a formação de técnicos dos ramos da agricultura, pescas e indústria alimentar.
O Complexo Escolar Agrário do Tchivinguiro vai igualmente beneficiar, no decurso do próximo ano, de obras de reabilitação e ampliação das infra-estruturas, no âmbito do programa de remodelação das instituições agrárias.

Remodelação do internato


O programa prevê ainda a remodelação do internato, com capacidade para 50 alunos, e de uma escola de nove salas de aulas. Francisco Ebo informou que o complexo possui refeitório, cozinha industrial, lavandaria, enfermaria para internar dez pacientes, além de salas de estudo, de vídeo, de serviços administrativos, entre outros.
O complexo escolar tem ainda sete laboratórios, para experiências em Biologia, Física, Fitotecnia, Química, Zootecnia e Informática.

Suporte agro-pecuário

O director disse que a escola tem como suporte uma exploração agro-pecuária, com uma área de 8.340 hectares, com aptidão para a produção agrícola, pecuária, além da silvicultura para actividades rurais, como o turismo. O complexo possui ainda três campos agrícolas, situados na fazenda do Tchivinguiro, Chão na Chela e Bruco.
A escola, o internato e algumas habitações beneficiaram, em 2000, de uma reabilitação, obras que não abrangeram os compartimentos de apoio à actividade agropecuária, daí a degradação contínua.
O Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, que tem 217 trabalhadores, no âmbito da Reforma para o Ensino Técnico Profissional, forma técnicos médios nas áreas de agricultura, pescas e industrias alimentares.
O processo de ensino e aprendizagem é assegurado por 51 professores, que ministram aulas a 236 alunos matriculados este ano, em nove turmas da 10ª à12ª classe.
Desde 1957, o Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro formou 1.484 técnicos médios agro-pecuários, num universo de 2.655 técnicos de todas as áreas de formação.

Aumento das verbas


O orçamento, que é canalizado para o Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro aumentou de 120 para 400 milhões de kwanzas, por trimestre, o que permite melhor gestão, disse o director.
Francisco Ebo informou que o orçamento está a ajudar, desde o último mês de Março, na solução de questões pontuais e salariais dos funcionários da instituição.
Com o orçamento, afirmou o director, melhorou igualmente a produção e a criação de aves e de gado bovino, suíno e caprino.

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