Províncias

Escola começa a ser erguida com comparticipação de pais

André Amaro | Lubango

As novas infra-estruturas da Escola de Formação de Professores na cidade do Lubango, província da Huíla, começam a ser construídas, no final do ano em curso, com receitas provenientes das comparticipações de pais e encarregados de educação.

Justino Canga fala de novos projectos
Fotografia: André Amara | Lubango

As novas infra-estruturas da Escola de Formação de Professores na cidade do Lubango, província da Huíla, começam a ser construídas, no final do ano em curso, com receitas provenientes das comparticipações de pais e encarregados de educação.
O facto foi revelado, sexta-feira, pelo director da Escola de Formação de Professores do Lubango, Justino Canga, à margem do encontro que a direcção da instituição e professores mantiveram com o vice-governador para a área Política e Social, José Arão. O projecto vai ser executado de forma faseada, à medida que os valores forem arrecadados trimestralmente.
Segundo o director da Escola de Formação de Professores no Lubango, Justino Canga, o processo, conduzido pela comissão de pais e encarregados de educação, conta com o apoio do governo local.
Justino Canga adiantou que o vice-governador  da Huíla para a área Política e Social garantiu a cedência, nos próximos dias, do terreno onde vão ser erguidas, de raiz, as futuras estruturas. O director disse que as actuais infra-estruturas onde funciona a Escola de Formação de Professores estão aquém da demanda, pela quantidade elevada de alunos e pela inexistência de docentes qualificados.
Segundo a fonte, a escola tem mais de três mil alunos matriculados, que frequentam as aulas em salas dispersas, cedidas por algumas igrejas e pelo Comando das Forças Armadas na Huíla.
O responsável referiu que caso os três mil alunos que compõem a referida escola aceitem contribuir trimestralmente com dois mil kwanzas, é possível arrecadar 60 mil dólares, montante que permite iniciar as obras.
“A perspectiva é que à medida que os fundos forem arrecadados sejam canalizados para a execução da obra”, afirmou.
Nessa base, assegurou que os recursos afectados pelo governo ficavam para cobrir despesas correntes, como papel, combustíveis e lubrificantes para o gerador, material e limpeza. O director provincial da Educação na Huíla, Américo Chicote, disse que por lei a construção de estabelecimentos do ensino secundário é da responsabilidade do Ministério da Educação. Porém, para este caso, o facto constitui uma excepção.

Tempo

Multimédia