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Escolas encerradas por falta de professores

Domingos Mucuta | Lubango

João Francisco falava durante um encontro com deputados do círculo provincial da Huíla, em que deixou claro que a situação é consequência de vários factores, com destaque para a nova divisão administrativa que elevou Cacula à categoria de município, o falecimento de alguns professores e a passagem para a reforma de outros.

Deputados do círculo provincial da Huíla mantêm contactos com o Sindicato dos Professores
Fotografia: Arimateia Baptista|Huíla

O sindicalista disse que muitos professores pretendem abandonar a Huíla, para realizar concursos públicos noutras províncias, onde, segundo dizem, a situação da actualização de carreira docente, em função do grau académico, é encarada com maior seriedade pelas autoridades.
O secretário provincial do SINPROF afirmou que informações disponíveis mostram que cerca de dois por cento dos cerca de 19 mil professores controlados na província da Huíla aguardam resultados de concursos públicos de ingresso, realizados noutras províncias.
O SINPROF está preocupado com a morosidade nas actualizações das carreiras de cerca de três mil docentes, mesmo depois da concertação e negociação com as autoridades. João Francisco disse que a actualização da carreira dos professores é a via legal e a mais correcta para a dignificação dos mesmos, numa altura em que a entidade empregadora aborda o assunto com o método de promoção.
O secretário defende que o novo estatuto da carreira docente em debate, neste momento, deve contemplar a actualização da carreira dos quadros com mais de 30 anos de serviço, para que “não sejam reformados nos escalões inferiores em que se encontram agora”.
O sindicalista salientou que há professores que ainda aguardam a reconversão, mesmo sendo licenciados. Sobre essa matéria, a Direcção Provincial continua a defender as promoções, quando estas não resolvem o problema por permitirem apenas a transição para um escalão imediatamente superior, numa altura em que há professores licenciados e com 30 anos de serviço nos primeiros escalões.
O porta-voz dos deputados do círculo provincial, Fernando Cativa, disse que os problemas apresentados pelos sindicalistas vão ser levados ao conhecimento do Governo Provincial para serem solucionados.
Os deputados pediram serenidade aos professores e defenderam mais diálogo entre o SINPROF, Direcção Provincial da Educação e Governo Provincial, no sentido de encontrar os melhores mecanismos de ultrapassar os problemas que provocam descontentamento no seio da classe docente.

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