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Esperança de vida aumenta em Quilengues

Arão Martins | Quilengues

A esperança de vida dos habitantes do município de Quilengues, na província da Huíla, melhorou consideravelmente, com a descentralização dos recursos financeiros, através do Programa de Desenvolvimento Rural e de Combate à Fome e à Pobreza e outros, que permitiram expandir os serviços de assistência médica e medicamentosa na região.

Várias infra-estruturas de impacto social estão a ser reabilitadas e construídas na região para melhorar a qualidade de vida da população
Fotografia: Edições Novembro

 O administrador municipal de Quilengues, Armando Vieira, que prestou ontem a informação, disse que, além dos programas de combate à fome e à pobreza, na circunscrição foram e estão ainda a ser desenvolvidos outros que continuam a permitir implementar projectos de reabilitação e construção de infra-estruturas sociais, com primazia para o meio rural, o que confere uma qualidade de vida melhor à população.
 O programa de expansão dos serviços de saúde, explicou o administrador, permitiu aumentar o número de camas de dez para cerca de cem, bem como diminuir a taxa de mortalidade materno-infantil.
 Segundo Armando Vieira, os programas permitiram a construção de um hospital municipal de referência, quatro centros de saúde, 14 postos médicos e uma unidade especial de nutrição. Estão ainda em curso as obras de reabilitação da futura sede da secção municipal da Saúde, na sede municipal.
 O administrador indicou que as doenças mais frequentes no município de Quilengues são a malária, respiratórias agudas, shistosomíase e má nutrição. Acrescentou que com os programas de expansão e de melhoria da assistência médica e medicamentosa, Quilengues conta actualmente com 47 técnicos de saúde e três médicos, dos quais dois especialistas de clínica geral e um pediatra. Armando Vieira afirmou que os indicadores sociais conheceram evolução. Exemplificou que os índices de mortalidade materna e infantil de 2002 são diferentes dos actuais e houve também uma redução acentuada da mortalidade por malária.
“Quilengues de 2017 não é o mesmo de 2002, porque houve uma relativa melhoria na qualidade de vida das populações e na melhoria dos serviços sociais e básicos”, disse. Referiu que houve ainda um aumento substancial das áreas agricultáveis, o que permitiu melhorar a dieta alimentar das famílias. Apesar de a água ser ainda um factor de constrangimento, segundo o administrador municipal, várias acções implementadas estão a permitir, embora ainda de forma paulatina, o acesso ao produto. O número de alunos matriculados nos diferentes níveis de ensino, garantiu, aumentou de forma exponencial no município de Quilengues, a 145 quilómetros a norte da cidade do Lubango.
“Sem medo de errar, a esperança de vida no nosso município melhorou substancialmente. A descentralização dos recursos financeiros, através do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Fome e à Pobreza e outros programas de responsabilidade provincial e central são os principais catalisadores dessa evolução”, disse.
O administrador indicou que, com a participação dos investimentos do sector empresarial privado, vários projectos de reabilitação e construção de infra-estruturas sociais foram executados, com primazia para o meio rural, como escolas e postos de saúde, sistemas de água e habitação social.
Segundo Armando Vieira, ainda existem muitas acções por realizar, mas a população reconhece que o processo de reconstrução nacional deve ser abordado de uma forma gradual, em função do grau de destruição que o país viveu.
“A crise menos boa que a economia mundial está a atravessar, motivada pela descida do preço do petróleo, que está também a afectar o município, tem merecido compreensão por parte da população de Quilengues, que é de opinião que este momento requer de todos sacrifício acrescentado, amor à pátria e o respeito pelos símbolos nacionais, que devem constituir factores de união, independentemente da filiação partidária, crença religiosa, etnia e raça”, disse.

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