Províncias

Estradas inter-provinciais em obras

André Amaro|Lubango

As obras de reabilitação das principais estradas que ligam a Huíla às províncias da região Centro e Sul do país, paralisadas há mais de três meses, por falta de verbas, retomam brevemente, segundo o director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Florêncio Teófilo, que anunciou a regularização da situação financeira.

As obras de reabilitação das principais estradas que ligam a Huíla às províncias da região Centro e Sul do país, paralisadas há mais de três meses, por falta de verbas, retomam brevemente, segundo o director provincial do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Florêncio Teófilo, que anunciou a regularização da situação financeira.
“As obras retomam brevemente em função dos anúncios feitos pelos ministros das Finanças e da Construção, Habitação e Urbanismos, a respeito do pagamento das empreiteiras em curso no país”, disse.
Florêncio Teófilo esclareceu que, desde o segundo semestre do ano passado, a maior parte das empresas que executavam obras nas estradas paralisaram os seus trabalhos por falta de pagamento.
“Algumas empreitadas já têm o tapete asfáltico colocado, faltando trabalhos de arranjos, outras estão na fase de base, sob-base, terraplanagem e as mais recentes estão na etapa de mobilização e acomodação dos equipamentos”.
Os trabalhos vão retomar nas estradas inter-provinciais que ligam Huíla a Benguela, Cunene, Kuando-Kubango e ao Huambo, passando por alguns municípios do interior da província.
Realce para os troços Matala/Cutato, num percurso de 280 quilómetros, em direcção ao Kuando-Kubango, Cacula/Quilengues (54 km) e Quilengues/Rio Coporolo (84 km) em direcção a Benguela.
Vai ser igualmente restaurada a estrada número 354, no troço Cacula/Negola (47 km), Negola/Caluquembe (45 km), Caluquembe/Cusse (89 km), em direcção a província do Huambo, e Chibemba/Chiangue (22 km), em direcção a província do Cunene.
Os trabalhos vão reiniciar também na via expressa Aeroporto/centro da cidade do Lubango (4 km) e Centro da cidade/Tundava (20 km), comuna da Huíla/Palanca, com 22 km, obras adjudicadas no ano passado.
O director Florêncio Teófilo frisou que, por causa do atraso dos pagamentos, os prazos de conclusão dos trabalhos serão alterados, através de um acordo entre as empreiteiras e o dono da obra.

Educação mais reforçada

O sector da Educação na província da Huíla está reforçado com 3.055 novos agentes de ensino, admitidos no âmbito dos concursos públicos realizados em todo o país, para o preenchimento de vagas na função pública.
Os novos agentes estão a ser colocadas nas escolas do ensino geral dos 13 municípios do interior da província, com vista a melhorar a qualidade do sistema de ensino e aprendizagem e reduzir o número de crianças fora da escola.
Estavam inscritos 4.000 candidatos e a prioridade foi para aqueles que possuem agregação pedagógica e que tiveram notas mais altas nos testes a que foram submetidos.
O director provincial da Educação, Américo Chicote, adiantou que a prioridade das colocações vai para as comunas e aldeias dos municípios do interior, onde a carência de professores é grande.
Américo Chicote disse que foram priorizados os candidatos que frequentaram o Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango (ISCED) ou a Escola de Formação de Professores, Instituto de Ciências Religiosas de Angola e magistério primário.
Explicou que as vagas foram distribuídas por categorias de técnicos superiores, para leccionar no ensino médio e segundo ciclo e os técnicos médios para o ensino primário e primeiro ciclo.
Para o ensino superior foram disponibilizadas 105 vagas para institutos médios e escolas secundárias, no sentido de reduzir o número de professores em regime de colaboradores.
“As escolas secundárias da Arimba e do Nambambe, desde a sua abertura, o ano passado, funcionam com 90 por cento de professores colaboradores e pretendemos inverter o quadro”, referiu Américo Chicote.
A direcção provincial da Educação estima que 35 mil crianças ficaram, no presente ano lectivo, fora do sistema normal de ensino, por falta de professores e salas de aulas.
Para se inverter o quadro, ainda de acordo com o director provincial da Educação, vai  continuar o processo de admissão de professores e de construção de mais salas de aulas, no âmbito do programa de melhoria da oferta de serviços sociais básicos à população.

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