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Exploração de inertes preocupa ambientalistas

André Amaro | Lubango

O responsável do departamento do Ambiente da direcção provincial da Agricultura da Huíla, Silvano Levi, disse, ontem, estar preocupado com  a exploração de inertes nos arredores da serra do Cristo Rei, no Lubango, feita por garimpeiros tradicionais.

Garimpeiros exploram inertes para vender à empresas de construção civil
Fotografia: Adérito Amaro

O responsável do departamento do Ambiente da direcção provincial da Agricultura da Huíla, Silvano Levi, disse, ontem, estar preocupado com  a exploração de inertes nos arredores da serra do Cristo Rei, no Lubango, feita por garimpeiros tradicionais.
Em seu entender, esta situação está a ter um impacto negativo no ambiente, devido aos enormes buracos para extracção de pedra no cimo da serra, que podem ter graves consequências no futuro, ao provocarem ravinas, desequilíbrio climático, contaminação da água usada para consumo e erosão, entre outras.
“Como técnicos, chamamos a atenção das autoridades no sentido de se tomarem medidas, que passem pela indicação de locais apropriados para exploração de pedras destinadas à construção civil”, disse.
O ambientalista explicou que uma das captações de água da cidade do Lubango está na serra do Cristo Rei e por isso é necessário que as aberturas realizadas no local não afectem os lençóis freáticos nem causem a sua contaminação.
Ao longo do rio Caculuvale e zonas adjacentes estão a ser retiradas areias destinadas à construção civil sem a devida precaução, salientou, defendendo a educação ambiental nas escolas, igrejas, mercados informais e outros locais.
A directora provincial da Indústria, Geologias e Minas, Paula Joaquim, esclareceu que algumas medidas sugeridas por especialistas foram acatadas e dentro em breve vão ser aplicadas.
 Adiantou ainda que o primeiro passo a dar consiste na identificação de locais apropriados para extracção da pedra e no reforço da fiscalização desta actividade.

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