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Exploração dos inertes deve respeitar ambiente

O director da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente, Lutero Campos, defendeu sexta-feira que as indústrias que exploram inertes e outros minérios na província da Huíla devem fazer estudos de impacto ambiental nas áreas de prospecção, para se evitar agressões ao meio.

O director da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente, Lutero Campos, defendeu sexta-feira que as indústrias que exploram inertes e outros minérios na província da Huíla devem fazer estudos de impacto ambiental nas áreas de prospecção, para se evitar agressões ao meio.
Em declarações à imprensa, no Lubango, a respeito da acção do homem e o seu impacto no meio ambiente, Lutero Campos considerou ser necessário que se regulamente a exploração de inertes na região, de forma a evitar-se prejuízos no meio ambiente e à saúde dos funcionários e moradores próximos das minas.
Lutero Campos referiu que actividades de exploração de inertes (areia e pedra) devem ser feitas com muito cuidado, pois tem que haver, em primeiro lugar, um estudo do solo e das suas capacidades de produção, na perspectiva de se evitar as crateras ao longo das áreas de exploração.
“Estamos a trabalhar neste sentido se efectuar um estudo do solo e só depois é que vamos partir para a fase de exploração. Portanto, sendo uma actividade de risco todo cuidado é pouco”, disse. O responsável afirmou que nos últimos tempos se tem assistido na província da Huíla, em particular na cidade do Lubango, a escavações ao longo dos rios e montanhas e, no tempo chuvoso, os buracos que na altura foram feitos em pequena escala tornam-se crateras.
Lutero Campos sugeriu que o processo de exploração de inertes na província seja acompanhado por especialistas em geologia e minas e da Direcção do Ambiente, no sentido de orientarem os trabalhos de extracção de minério e evitar danos no meio e manter o bem-estar das populações.
O director exemplificou que ao longo do Rio Caculuvale existem empresas que exploram inertes sem qualquer orientação de técnicos e, por isso, registam-se pequenas ramificações e outros canais que dão ao curso do rio e isto é preocupante.
Para que se realize a actividade extractiva com normalidade, é preciso que as indústrias estabeleçam três regras: estudo do solo, abertura e em seguida a remoção de terra, para tapar as crateras provocadas pelas escavações.
Na província da Huíla existem várias indústrias que exploram pedra, areia e burgau, matéria-prima usada no sector da construção civil.

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