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Factores passionais causam duas mortes em cada sete dias

Dois a três homicídios motivados por questões passionais são semanalmente registados na província da Huíla, onde as mulheres são as principais vítimas, segundo um relatório da Polícia Nacional que Angop teve acesso.

Fotografia: Jaimagens | Ediçõs Novembro

O relatório revela que no primeiro semestre do corrente, dos 69 homicídios registados na província, 59 são por questões passionais.
Os números indicam haver uma média de dois casos por semana. Por exemplo, nos últimos sete dias foram registados cinco assassinatos, sendo que três são pelas mesmas razões. A idade das vítimas varia dos 35 a 70 anos, segundo o documento.
Entrevistado pela Angop, o sociólogo Gabriel Chipalanga, alerta para a necessidade de um estudo profundo sobre a questão, com vista à busca de medidas de prevenção.
Segundo o académico, é uma situação que está quase sempre ligada a traições, que acabam se traduzindo em ódio, ciúme, desconfianças e ligados a razões culturais, assim como uma união sem afecto só por bens materiais.“Nos dias de hoje,
nós observamos relacionamentos não afectivos, virados mais para vertente social, económico, cultural e político, levando que um dos cônjuges, pela fraca capacidade de diálogo, a cometer homicídio", referiu.
Os primeiros passos de um relacionamento, segundo o estudioso, caracterizam-se por várias promessas e quando não se concretizam caem no ódio e este vai gerar outros conflitos, por isso dentro de um relacionamento deve existir partilha de ideias e metas a atingir, sempre baseado no respeito mútuo de modo a evitar casos do género.

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