Províncias

Faculdade de Direito forma primeiros licenciados

Arão Martins | Lubango

A Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo colocou segunda-feira no mercado de trabalho os primeiros 19 juristas formados pela instituição.

A cerimónia de entrega de diplomas coincidiu com mais um aniversário da passagem do núcleo de Direito da Huíla a faculdade
Fotografia: Arão Martins|Lubango

A Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo colocou segunda-feira no mercado de trabalho os primeiros 19 juristas formados pela instituição.
A cerimónia de entrega de diplomas coincidiu com o terceiro aniversário da passagem do núcleo de Direito a Faculdade.
O presidente da Associação dos Estudantes da Faculdade de Direito na Huíla, Manuel Halaiwa, recordou que “o direito é um curso prático e ciência do dia-a-dia, porque lá onde estiver o homem existe sempre o direito”.
Manuel Halaiwa pediu à direcção da Faculdade de Direito para ser mais célere na formação de quadros, mas sem descurar o binómio quantidade/qualidade.
O responsável ressaltou a pertinência da formação local dos juristas, contrariamente à prática do passado em que os estudantes tinham que deslocar-se regularmente a Luanda para frequentarem aulas e com custos insuportáveis.
“Precisamos de aumentar o número de juristas para cobrir a demanda nas províncias que compõem a IV região académica do país, Huíla, Kuando-Kubango, Cunene e Namibe”, disse Manuel Halaiwa, pedindo acções conjuntas dos governos locais para o alargamento de infra-estruturas que permitam a criação de núcleos de Direito em todas as capitais das referidas províncias.
“Sugerimos a criação de métodos mais práticos de ensino do Direito, a observância da investigação científica contínua dos docentes e a inclusão dos estudantes nestes trabalhos”, referiu.
O decano da Faculdade de Direito, Raul Rodrigues, ressaltou a constituição de todos os órgãos colegiais e departamentais, elaboração e aprovação dos documentos reitores e regulamentos, celebração de protocolos com a Faculdade de Direito de Lisboa, assim como com a Ordem dos Advogados de Angola (OAA).
Raul Rodrigues referiu-se ainda à realização de um curso profissional em Direito, com a admissão de 19 mestrandos e da parte lectiva do doutoramento em ciências jurídicas, a abertura do curso pós-laboral, a avaliação do desempenho do docente e a construção da base de dados académicos, esta em fase conclusiva.
A Faculdade, que possui 21 professores, 426 estudantes regulares e 134 do período pós-laboral, tem já criados os seus símbolos. Recebeu uma doação de 50 mil monografias da Ordem dos Advogados do Brasil.

Mais cursos

O decano da Faculdade de Direito anunciou a criação em breve do curso de mestrado na menção civil e penal, à luz de um protocolo com a sua congénere da Universidade José Eduardo dos Santos. As regulares mesas redondas, abertura do consultório jurídico para pessoas carentes com advogados estagiários e estudantes do 5º ano, dentre outras, são tarefas integradas no ano académico 2013, na Faculdade de Direito, segundo Raul Rodrigues.
Raul Rodrigues indicou que, apesar dos ganhos, existem “fraquezas” que precisam de ser aperfeiçoadas, nomeadamente a nível da composição e dos níveis de conhecimentos do corpo docente, bem como a introdução dos modelos pedagógicos e curriculares mais inovadores. O reitor em exercício da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, Abraão Mulangui, a­firmou que a instituição está permanentemente preocupada com a formação de novos juristas e a melhoria do seu corpo docente.
Abraão Mulangui recordou que a Faculdade realizou o primeiro curso de mestrado em ciências jurídico-civis e de ciências jurídico-económicas, permitindo a graduação de nove mestres em 2009.
O responsável informou que estão a decorrer actualmente dois cursos, um de doutoramento e outro de mestrado.
Na Faculdade de Direito da Universidade Mandume Ya Ndemufayo leccionam 21 docentes, sendo dois doutores e 11 mestres. “Os dados são bastante animadores para uma instituição com apenas três anos de existência, mas precisamos de aumentar em quantidade e qualidade tais indicadores”, referiu Abraão Mulangui.

Tempo

Multimédia