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Faculdade de Economia forma mestres em Ciências

Domingos Mucuta | Lubango

Os candidatos a pós-graduação residentes na Huíla passam a poder frequentar as aulas na província com o arranque, este ano lectivo, do curso de mestrado em Ciências de Gestão da Faculdade de Economia do Lubango.

A formação de mais mestres nacionais vai de certo modo reduzir a carência de quadros no processo de desenvolvimento nas províncias
Fotografia: Domingos Mucuta | Lubango

Os candidatos a pós-graduação residentes na Huíla passam a poder frequentar as aulas na província com o arranque, este ano lectivo, do curso de mestrado em Ciências de Gestão da Faculdade de Economia do Lubango, anunciou na sexta-feira o responsável pelos departamentos de investigação científica e pós-graduações.
João Chitokota garantiu que a instituição tem criadas as condições materiais e humanas para ao início do curso de mestrado aprovado pelo Ministério do Ensino Superior, e informou que as inscrições estão abertas de 1 a 15 de Fevereiro, para o preenchimento das 30 vagas disponíveis.
A abertura do curso, referiu, representa um avanço em termos de formação de quadros, uma vez que a Faculdade de Economia do Lubango eleva o nível de ensino de licenciatura para mestrado, evitando a deslocação dos candidatos para Portugal para a continuação dos estudos.
O plano curricular do curso de mestrado em Ciências de Gestão tem a duração de dois anos e inclui 16 opções nas áreas de Gestão Financeira, Marketing, Gestão Estratégica, Gestão de Recursos Humanos, Comportamento Organizacional, Sistema de Controlo de Informação e Análises, além de Planeamento Financeiro, Gestão de Produção, Direito da Empresa e Gestão de Recursos Ambientais.
 “A formação está facilitada. Em breve, a Universidade Mandume ya Demofayo vai deixar de enviar estudantes para fora, atendendo a que a VI região académica está a criar condições para a frequência de aulas a nível local. Os transtornos em termos de custos começam, assim, a ser reduzidos”, afirmou.
O também docente disse que com a criação do curso se pretende aumentar o número de quadros superiores e proporcionar uma formação sólida e actualizada.  O mestrado da Faculdade de Economia visa ainda contribuir para a formação avançada (pós-graduada) de docentes do ensino superior na área de gestão, de acordo com as disposições legais vigentes no país. Uma das razões da criação de curso, segundo João Chitokota, é a necessidade de formação de quadros para melhoria do corpo docente universitário e responder aos desafios socioprofissionais da sexta região académica, além de desenvolver capacidade de decisão, de comunicação e sociopolíticas.
“As preocupações na sociedade a nível de desenvolvimento sustentável levam-nos a precisar de gestores competentes tanto nas organizações privadas como nas instituições públicas”, salientou João Chitokota. A formação de mais mestres vai reduzir a carência de quadros no processo de desenvolvimento nas províncias. O curso de mestrado está aberto a candidatos titulares do grau de licencitura em Gestão, Economia ou outras áreas que sejam consideradas adequadas. São admitidos os candidatos com a classificação mínima de 14 valores.

 Protocolo de cooperação
 
O arranque do curso é resultado de um protocolo de cooperação assinado entre a Faculdade de Economia do Lubango e o Instituto Superior Economia e Gestão (ISEG) da Universidade Técnica de Lisboa (UTL).  O responsável dos departamentos de investigação científica e pós-graduações  sublinhou que, à luz deste acordo, a Faculdade de Economia do Lubango assegura as infra-estruturas físicas, pessoas de apoio e equipamentos necessários ao funcionamento do curso.
“Nós asseguramos a biblioteca, que é inaugurada em breve, centro de informática e um ambiente académico e intelectual propício ao desenvolvimento da cultura científica”, disse, acrescentando que o ISEG disponibiliza, além de condições similares, a frequência de actividades lectivas aos mestrandos interessados em fazer pesquisa em Portugal.
A Universidade Mandume ya Ndemofayo tem também protocolos de cooperação com a Universidade de Coimbra, assinados em Outubro do ano passado pelos reitores das duas instituições de ensino, Abraão Mulangi e João Monteiro Silva, durante as comemorações do terceiro aniversário da criação da VI região académica.
As duas instituições concordaram em desenvolver o intercâmbio do corpo docente, investigadores, quadros técnicos e estudantes, a partilha de informações pedagógicas e científicas, o desenvolvimento de actividades conjuntas de pesquisa, curricular e pedagógica, participação em cursos internacionais e outras áreas de interesse mútuo.
O acordo sublinha que este intercâmbio vai ser efectuado na base da reciprocidade, sendo que os estudantes pagam as suas propinas ou taxas na universidade de origem, além de que as acções, neste âmbito, ficam a cargo das universidades através das unidades de relações internacionais.

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